Da estante – The Final Cut (1983), Pink Floyd

The Final Cut: o último álbum do Pink Floyd com Roger Waters sofreu bastante com a birrinha da mídia e dos "fãs"

The Final Cut: o último álbum do Pink Floyd com Roger Waters sofreu bastante com a birrinha da mídia e dos “fãs”

The Final Cut (1983) é o 12° e último álbum do Pink Floyd com Roger Waters (baixista, vocalista e compositor) à frente da banda. Depois dele – e de uma atribulada disputa judicial pela continuidade do grupo -, a banda – a partir de então liderada pelo guitarrista/vocalista David Gilmour -, viria a lançar um novo trabalho somente em 1987 (A Momentary Lapse of Reason). Para quem, como eu, acredita que o “verdadeiro” Pink Floyd existiu somente até a saída de Waters, The Final Cut é uma despedida melancólica, caótica e subestimada de uma das maiores bandas de todos os tempos.

Pegando carona na veia autobiográfica (de Waters, principal compositor da banda à época) e antibélica de The Wall (1979; Waters perdeu seu pai na II Guerra Mundial), The Final Cut leva a narrativa para um dos mais despropositados conflitos ocidentais de que se tem notícia – a Guerra das Malvinas, entre Inglaterra (terra natal do Floyd) e a Argentina. É fato que neste momento da história do Pink Floyd Waters já atuava com mão de ferro, conduzindo de forma absoluta os rumos estéticos e temáticos do grupo, e relegando os demais membros quase à condição de instrumentistas contratados (o tecladista Richard Wright, membro fundador da banda, já havia, inclusive, sido demitido por Waters e recontratado como músico de estúdio). Talvez por isso The Final Cut, com sua evidente inclinação conceitual – quase como uma ópera -, tenha sido recebido de forma tão fria pela crítica e pelos fãs da “instituição” Floyd.

Realmente, The Final Cut tem muito mais a ver com uma narrativa construída através das letras cheias de referências e das paisagens sonoras idealizadas por Waters do que com a música “de conjunto” (porém igualmente conceitual) gestada para álbuns como The Dark Side of the Moon (1973) ou Wish You Were Here (1975). Mas, na minha opinião, o álbum não deve ser encarado em comparação com a obra anterior do Floyd, e sim como um novo – e não menos interessante – rumo que a banda poderia ter tomado. No mínimo, é uma introdução ao trabalho que Waters viria a desenvolver em sua carreira solo (mais uma vez, em minha opinião, algo muito mais interessante do que o foi feito pelo “novo” Pink Floyd liderado por Gilmour). E, afinal, é simplesmente uma bela obra. Então, vamos curtir!



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2 thoughts on “Da estante – The Final Cut (1983), Pink Floyd

  1. NÃO SEI O QUE É MUSICOLOGIA, MAS SEU COMENTÁRIO ESTÁ TOTALMENTE PARCIAL AMIGO, ISSO DEVE SER ANTIÉTICO PARA QUALQUER PROFISSIONAL. ENTENDO QUE GILMOUR NA REALIDADE SALVOU O NOME DO PINK FLOYD COM DOIS ALBUNS DE 1987 E 1994, GRAÇAS A DEUS, JÁ QUE AS MUSICAS LEARNING TO FLY, COMING BACK TO LIFE, SORROW, HIGH HOPES E MUITAS OUTRAS SÃO BEM MAIS BONITAS DO QUE AS DO THE FINAL CUT, QUE AO MEU VER NÃO SERVEM NEM PARA ANIMAR VELÓRIO. ADEMAIS TENHO 53 ANOS DE IDADE E ACOMPANHEI O FLOYD DESDE CRIANÇA E O WATERS ERA APENAS UM DOS COMPONENTES. OLHA O QUE ELE FEZ DEPOIS QUE SAIU DA BANDA E O QUE GILMOUR FEZ, AI TU VÊ A DIFERENÇA.

  2. SEU COMENTÁRIO É TÃO PARCIAL QUE NEM SE DEU AO TRABALHO DE COMENTAR OS ULTIMOS DISCOS DO PINK FLOYD NÉ AMIGO, O DIVISION BELL E O A MOMENTARY LAPSE OF REASON, VC DEVE ESTAR DE BRINCADEIRA

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