Originais & Originados – Jimmie & Vella x Capone-N-Noreaga x Hristu (?)

Hristu/Walama ou qualquer que seja o nome: quem diria que essa figura bizarra me apresentaria uma BAITA música?

Hristu, ou qualquer que seja o nome disso aí: quem diria que uma figura bizarra nascida na web me apresentaria uma BAITA música de 1968 travestida de uma pancada rap dos anos 2000?

Antes de mais nada, preciso dizer que essa história é bem fora do comum, mesmo pros elásticos padrões deste blog. Posto isto, vamos a mais um conto sobre músicas e suas versões.

Dia desses, perambulando pela web e pelas redes sociais, topei com um site de proposta franca e inusitada: levar o leitor de uma página inútil da internet a outra com o simples clique do mouse (em um botão candidamente ornamentado com a frase “TAKE ME TO A USELESS WEBSITE, PLEASE“). E foi assim, experimentando com o tal The Useless Web, que fui parar no Hristu.net. Olha, eu não sei qual o propósito dessa página (se é que há algum) além de exibir uma animação em Flash em loop eterno de uma criatura bizarra (porém divertida; essa aí em cima) – uma mistura de equino com dinossauro e minhoca ao mesmo tempo – “cavalgando” ao contrário,  enquanto toca um pequeno trecho (igualmente em loop infinito) de certa canção com batida pulsante e um enigmático vocal etéreo cantando repetidamente a frase “Yeah!”.

Fiquei louco pela música (tendo ouvido apenas alguns segundos – repetidas vezes enquanto assistia à “galopada” da criatura verde, é verdade, mas mesmo assim…).  Com a ajuda de um link para a loja online Amazon apontado pela própria página (com a frase “Buy This Song”) e de alguma pesquisa, descobri que o tal trecho fora extraído de “Invincible“, faixa do disco The Reunion (2000) da dupla de rappers norte-americanos Capone-N-Noreaga. Uma baita pancada sonora, aliás. Fiquei babando. “Ok! Problema resolvido!”, pensei. Mas quando vi comentários no YouTube sobre como Primo (alcunha do produtor DJ Premier, que produziu e mixou o disco dos caras) havia feito um bom trabalho na faixa, desconfiei de que se tratava de um sample (como costuma acontecer no rap).

Pesquisando mais um pouco, consegui chegar à original. E, rapaz, que felicidade. “Hey Boy Over There“, do álbum Heartbeat (1968), lançado pelo casal de produtores e compositores norte-americanos de funk e soul Jimmie & Vella, é uma gema de seu estilo. Uma linda canção soul cheia de emoção e pegada e com uma ginga que, apesar de monstruosa, não prejudica a ternura da faixa. É… Não foi à toa que DJ Premier escolheu essa aí pra dar um gás nos nos rapazes do CNN (como a dupla de rappers foi apelidada).

ORIGINAL – JIMMIE & VELLA – HEY BOY OVER THERE (1968)

  


ORIGINADA – INVINCIBLE – CAPONE-N-NOREAGA (2000)


ORIGINADA – ? – HRISTU.NET (?)

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Lista – As dez músicas mais sexy dos Beatles

The Beatles

The Beatles: How you doin’?

Um amigo disse, uma vez, ficar triste por não conseguir fazer sexo escutando Beatles. “Acho que é uma prova de que o mundo é justo. Caso contrário, Beatles seria perfeito para tudo”, filosofou. Bem, a lista a seguir não é exatamente uma tentativa de provar que ele ainda não tentou do jeito certo, mas não pude deixar de me lembrar desse papo quando tive a ideia para esse post.

No geral, concordo que Paul e John, como compositores/performers/personas, são tão sexy quanto Carlitos (aquele) e Jesus (este), pra citar dois personagens geniais, fictícios, revolucionários e tão sensuais quanto um tubo de creme dental. A libidinagem sempre ficou mesmo por conta dos Stones. However, os besouros têm, sim, sua dose de sacanagem sonora (voluntária ou não).

Eis minha tentativa de provar: as dez músicas mais sexy dos Beatles!

OBS: Post originalmente publicado por mim – e amplamente debatido pelos leitores – no blog Cotidiano Gonzo. Texto republicado com algumas pequenas alterações, incluindo uma ligeira modificação na seleção de canções escolhidas para figurar nessa lista.

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10-) Girl

Romântica, pra criar um clima de começo. E esses “suspiros” depois de cada “Oh, girl“, hein?

09-) And I Love Her

Ok, essa até o Robertão gravou, é piegas e etc. Mas… Funciona.

08-) Anna (Go to Him)

Apesar de, na letra, mandar a garota embora, tem um balanço que contagia. Ainda tá leve…

07-) Baby, It’s You

Passe tranquilamente os “sha la la la lala la” e você vai ver que a coisa esquentou. “Can’t help myself!

06-) All I’ve Got to Do

Estariam os rapazes de Liverpoll descobrindo, a essa altura, o que acontece quando se sussurra certas coisas no ouvido de alguém?

05-) Oh! Darling

Sir Paul McCartney pronto pra um “make up sex“?

04-) While My Guitar Gently Weeps

E não é que até o George deu uma dentro (sem trocadilho)? Acho que a intenção não era bem essa quando ele escreveu “how to unfold your love“, mas…

03-) I Want You (She’s So Heavy)

I want you. I want you so bad. I want you. I want you so bad it’s driving me mad, it’s driving me mad”. Acho que a essa altura ele já deixou claro que – apesar de qualquer conotação política possível de se colocar aí – se trata de um caso grave e evidente de hot pants.

02-) Come Together

Um caso para se olhar a letra com um pouco mais de criatividade do que o habitual e, principalmente, se concentrar no som. Combinação perfeita de baixo, bateria e “shhhh!“. “Come together, right now, over me!

01-) Helter Skelter

Infelizmente, a campeã sempre vai carregar uma história triste (se não conhece, procure saber, depois), mas esse proto heavy metal não poderia ser mais adequado. Intenso, suarento, explosivo.

When I get to the bottom 
I go back to the top of the slide 
Where I stop and turn 
and I go for a ride 
Till I get to the bottom and I see you again 
Yeah, yeah, yeah 
Do you don’t you want me to love you 
I’m coming down fast but I’m miles above you 
Tell me tell me come on tell me the answer 
and you may be a lover but you ain’t no dancer