É ruim, mas eu gosto – Technotronic, “Pump Up the Jam” (1989)

Technotronic, "Pump Up the Jam" (1989): O visual do clipe é horrendo. O lip sync também. Não vou nem comentar a dança. É tudo muito ruim no vídeo. Mas, da música eu gosto, embora o estilo seja, no mínimo, duvidoso

Technotronic, “Pump Up the Jam” (1989): O visual do clipe é horrendo. O lip sync também. Não vou nem comentar a dança. É tudo muito ruim no vídeo. Mas, da música eu gosto, embora o estilo seja, no mínimo, duvidoso

É com prazer que inauguro mais uma seção aqui no blog: É ruim, mas eu gosto chega pra expor os bons e velhos “guilty pleasures”, aquelas músicas que dão vergonha de admitir que a gente gosta.Aproveitando a presente onda de nostalgia dos anos 1990 – que, há cerca de cinco anos, eu previ que logo aconteceria como uma continuação natural da revisão histórico-musical dos anos 1980 -, trago um exemplo quase definitivo do objetivo dessa seção.

Technotronic, “Pump Up the Jam” (1989)
O visual do clipe é horrendo. O lip sync também. Não vou nem comentar a dança. É tudo muito ruim no vídeo. Mas, da música eu gosto, embora o estilo seja, no mínimo, duvidoso – tanto que, coincidência ou não, um termo que parece corruptela de parte da letra, “Pump It Up!“, virou, em português, o apelido “poperô“, aplicado a quase qualquer dance music, ou som pop dançante e com elementos eletrônicos tocado em “boates” na década de 1990. Fora que o Technotronic foi um dos expoentes dessa vertente musical.

Ainda tem uma história engraçada por trás dessa música. O terreno onde ficava a fábrica de bebidas do meu falecido avô materno (que faliu bem antes de eu nascer), no interior paulista, em determinada época, durante os anos 1990, abrigou uma academia (que também já fechou), além da casa da minha avó e de um tio. De longe, brincando com meus primos no estacionamento coberto de brita, eu ouvia as músicas que a galera botava no som pra embalar a malhação. Foi onde escutei “Pump Up the Jam” pela primeira vez. Anos atrás redescobri a canção por causa da MTV e, desde então, é hit obrigatório em festas quando eu boto a mão no som. Sério.

E já que estamos estreando seção nova, aqui vai de brinde outra pérola noventista do Technotronic. Essa eu cheguei a tocar com a banda D. Explosion, um power trio de dance-punk que tive antes de fundar a Strange Music. Enjoy.

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