Time capsule – Little Eva – “The Locomotion” (1962)

Little Eva (1962): Do the Locomotion!

Little Eva (1962): Do the Locomotion!

 

Little Eva – The Locomotion (1962)

Everybody’s doin’ a brand-new dance, now
(Come on baby, do the Loco-motion)
I know you’ll get to like it if you give it a chance now
(Come on baby, do the Loco-motion)
My little baby sister can do it with me;
It’s easier than learning your A-B-C’s,
So come on, come on, do the Loco-motion with me.
You gotta swing your hips, now. Come on, baby.
Jump up. Jump back. Well, now, I think you’ve got the knack.
Now that you can do it, let’s make a chain, now.
(Come on baby, do the Loco-motion)
A chug-a chug-a motion like a railroad train, now.
(Come on baby, do the Loco-motion)
Do it nice and easy, now, don’t lose control:
A little bit of rhythm and a lot of soul.
So come on, come on, do the Loco-motion with me.
Move around the floor in a Loco-motion.
(Come on baby, do the Loco-motion)
Do it holding hands if you get the notion.
(Come on baby, do the Loco-motion)
There’s never been a dance that’s so easy to do.
It even makes you happy when you’re feeling blue,
So come on, come on, do the Loco-motion with me

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Resenha – The Strokes, Comedown Machine (2013)

The Strokes: apesar do estranhamento, nada mais natural do que ver a banda escalando a pedregosa parede da evolução musical

The Strokes: apesar do estranhamento, nada mais natural do que ver a banda escalando a pedregosa parede da evolução musical

Comedown Machine (2013): só por desafiar frontalmente e com tanto desprendimento os parâmetros anteriormente estabelecidos por eles mesmos, os Strokes merecem aplausos genuínos, e uma efusiva recomendação para que se ouça o álbum com carinho e cabeça aberta

Comedown Machine (2013): só por desafiar frontalmente e com tanto desprendimento os parâmetros anteriormente estabelecidos por eles mesmos, os Strokes merecem aplausos genuínos, e uma efusiva recomendação para que se ouça o álbum com carinho e cabeça aberta

Quando “One Way Trigger” vazou na web, pouco depois de o The Strokes anunciar que estava preparando o seu quinto álbum de estúdio, muita gente achou que era piada. “Que porra é essa?”, deve ter pensado boa parte do contingente de fãs do quinteto novaiorquino que conquistou os indies com seu revival de post-punk e new wave no começo dos anos 2000. Afinal, a faixa soava como um “carimbó” ou “axé” alternativo (como li por aí), completamente impregnado de um clima eletrônico meio oitentista e, em certa medida, dançante, remetendo, de várias formas, ao debute solo do vocalista Julian Casablancas (Phrazes for the Young; 2009).

E quando o álbum completo finalmente vazou na web (Comedown Machine; RCA; data de lançamento oficial para 26 de março de 2013), o desespero se agravou. “O que é isso? Onde está o Strokes que aprendemos a amar? O que significa tudo isso?”, parecem ter sido as perguntas que ecoaram pelas cabeças da base de fãs ardorosos da banda. Realmente (e analisando na condição de alguém que nunca ligou muito para a banda), o disco parece representar um grupo em plena fuga alucinada de sua própria zona de conforto. E, na minha modesta opinião, isso é muito bom! Arrisco dizer que esse é o melhor movimento que a banda poderia escolher nessa altura do campeonato.

Veja bem: se há mais de 10 anos o grupo ganhou fama emulando (competentemente, que fique claro) uma sonoridade de pelos menos três décadas antes – temperando, evidentemente, o  resultado com personalidade própria – nada mais natural do que ver, agora, a banda escalando a pedregosa parede da evolução musical e situando-se, de certa forma, em algum lugar esquecido dos anos 1980. Assim, Comedown Machine parece ser um retrato contemporâneo dos Strokes olhando para trás, mas claramente a partir de um ponto de vista que também avançou no tempo.

Analisando friamente, o álbum – que começa com a excelente “Tap Out” [uma das melhores canções do ano até agora, arrisco] – não é muito mais do que regular, apesar dos méritos já citados. De qualquer forma – e o amigo apreciador genuíno de música há de concordar -, só por desafiar frontalmente e com tanto desprendimento os parâmetros anteriormente estabelecidos por eles mesmos, os Strokes merecem aplausos genuínos, e uma efusiva recomendação para que se ouça Comedown Machine com carinho e cabeça aberta – dá pra escutar na íntegra aqui. Se você nunca foi fã, a chance de gostar é ainda maior, anote aí.

E que eles continuem escalando!

Lista – 15 músicas do line-up do Lollapalooza Brasil 2013

Lollapalooza Brasil 2013: Escolhi 15 músicas entre as minhas preferidas das bandas de que mais gosto em meio às que foram escaladas para tocar este ano

Lollapalooza Brasil 2013: Escolhi 15 músicas entre as minhas preferidas das bandas de que mais gosto em meio às que foram escaladas para tocar este ano

Essa lista é um consolo pra quem não pôde ir ao Lollapalooza Brasil 2013, festival realizado durante os dias 29, 30 e 31 de março em São Paulo, ou, pra quem simplesmente não quis comparecer, um gostinho de como algumas das melhores bandas do line-up soam ao vivo. Escolhi 15 músicas entre as minhas preferidas das bandas de que mais gosto em meio às que foram escaladas para tocar este ano. São versões ao vivo (mas não gravadas no Lolla 2013, fique avisado), pra combinar com o clima de concerto.

Ao final do post, você tem uma playlist do YouTube com todos os sons na sequência, pra poder curtir sem ter o trabalho de ficar clicando.

Bom show!

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Pearl Jam – Nothing as it Seems

Queens of the Stone Age – Regular John

The Black Keys – Lonely Boy

Franz Ferdinand – Take Me Out

Planet Hemp – Mantenha o Respeito

The Hives – Hate To Say I Told You So

Cake – Never There

Two Door Cinema Club – Something Good Can Work

Hot Chip – Ready For The Floor

Criolo – Subirusdoistiozin

Foals – Inhlaer

Crystal Castles – Doe Deer

Alabama Shakes – Hold On

Graforréia Xilarmônica – Nunca Diga

Ludov – Dois a Rodar

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****** PLAYLIST – Lista – 15 músicas do line-up do Lollapalooza Brasil 2013

Novidadeiro – “Maná”, música do vindouro disco solo de Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos)

Rodrigo Amarante caiu na web: "Maná", que nasceu em outro projeto do músico, apareceu repaginada e deve integrar o debute solo do ex-Los Hermanos

Rodrigo Amarante caiu na web: “Maná”, que nasceu em outro projeto do músico, apareceu repaginada e deve integrar o debute solo do ex-Los Hermanos

Fiquei sabendo hoje à tarde – pelo ótimo MonkeyBuzz – que uma música “nova” do Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos e Little Joy, e com participações na Orquestra Imperial, entre outros tantos projetos) “vazou” (foi “vazada” soa melhor) em um programa da Oi FM. Ao que parece, “Maná” (a tal música nova) já teria feito parte de um dos inúmeros trampos paralelos do músico, mas chega na praça em nova versão, a que, inclusive, deve integrar o vindouro debute solo do Ruivo.

O programa ainda deu a letra (de leve) de que o álbum, cujo lançamento está previsto para maio/junho deste ano, teria o título de CavaloBem, boa notícia e bom som pra curtir assim inesperadamente.

Muito mais “resolvida” (em termos de “produto canção”, afinal ela já está gravada) do que as músicas inéditas que Amarante andou testando ao vivo por aí, “Maná” é simpática, suingadinha e inteligente. Tudo o que se espera do hermano. Ouça, abaixo, a música – que rapidamente já foi replicada em canais mais acessíveis da web – e deixe sua opinião nos comentários. O que achou? Aumentou a expectativa pro disco?

Ah, e o pessoal do MonkeyBuzz ainda postou uma atualização que eu não tinha visto ainda! Segue:

“Rodrigo Amarante acaba de postar em sua fanpage oficial e confirma que seu novo disco realmente ganha o nome de Cavalo, além de liberar Maná oficialmente. Apesar de ter o disco apontado antes para maio, o próprio estica mais um mês e confirma o lançamento para junho, prometendo uma turnê de shows entre agosto e setembro. Será que Devendra vem junto?”

Time capsule – B. J. Thomas – “Rock and Roll Lullaby” (1972)

B. J. Thomas: Rock  and Roll Lullaby (1972)

B. J. Thomas: Rock and Roll Lullaby (1972)

Bonita. Muito bonita. Certa vez, cantando essa balada country rock em um bar com videokê no bairro do Carrão (São Paulo-SP), notei um senhor às lágrimas, dizendo “Essa é do meu tempo! Essa é do meu tempo!”. Intenso.

 

B. J. Thomas – “Rock and Roll Lullaby” (1972)

She was just sixteen and all alone
When I came to be
So we grew up together
My mama child and me
Now things were bad and she was scared
But whenever I would cry
She’d calm my fears and dry my tears
With a rock and roll lullaby

And she would sing sha na na na na na na na …
It will be all right sha na na na na na….
Sha na na na na na na na …
Now just hold on tight

Sing it to me mama (mama mama ma)
Sing it sweet and clear, oh!
Mama let me hear that old rock and roll lullaby

Now we made it through the lonely days
But Lord the nights were long
And we’d dream of better moments
When mama sang her song
Now I can’t recall the words at all
It don’t make sense to try
‘Cause I just knew lots of love came thru
In that rock and roll lullaby

And she’d sing sha na na na na na na na
It will be all right
Sha na na na na na na na
Now just hold on tigh

I can hear you mama, mama, mama, mama
nothing loose my soul
like the sound of the good old rock and roll lullaby

Da estante – Danzig (1988), Danzig

Danzig (com Glenn Danzig em primeiro plano): o primeiro frontman do Misfits preferiu seguir carreira solo

Danzig (com Glenn Danzig em primeiro plano): o primeiro frontman do Misfits preferiu seguir carreira solo

Danzig (1988), álbum homônimo de estreia do projeto solo de Glenn Danzig: do punk desleixado influenciado por filmes B do Misfits ao hard rock/blues dark obcecado por temáticas ainda mais obscuras

Danzig (1988), álbum homônimo de estreia do projeto solo de Glenn Danzig: do punk desleixado influenciado por filmes B do Misfits ao hard rock/blues dark obcecado por temáticas ainda mais obscuras

Que fique avisado: nesse aqui vou ser curto e grosso, como os melhores sons do Danzig.

Pouco depois de deixar o posto de vocalista do Misfits, banda de horror punk que o apresentou ao mundo, e após uma breve tentativa com o Samhain, Glenn Danzig resolveu investir em um projeto que carregava seu próprio “sobrenome” artístico (ele nasceu Glenn Anzalone, em 1955).

O homônimo debute em disco – Danzig – ocorreu em 1988, carregando muito pouco de sua primeira banda – do punk desleixado influenciado por filmes B ao hard rock/blues dark obcecado por temáticas ainda mais obscuras. De igual, somente o vocal meio crooner, meio Elvis Presley, meio Jim Morrison, meio zumbi alienígena de Danzig.

Ali, a roupagem era totalmente outra: mais “séria” que na época do Misfits, com sons um pouco mais arrastados e palatáveis (intencionalmente ou não). Tanto que “Mother“, sexta faixa do álbum, acabou se tornando um hit improvável com seus vocais obscuros e sensuais e sua pegada “blues infernal”.

Enfim, mais um belo exemplar na prateleira da história do rock e do punk. Dá pra ouvir o disco inteiro aqui embaixo. Boa diversão!

Novidadeiro – Solange (Knowles)

Solange, a irmã caçula da Beyoncé: seja bem-vinda, definitivamente, à família do sucesso. Só espero que ela não mude esse seu espírito aventureiro

Solange, a irmã caçula da Beyoncé: seja bem-vinda, definitivamente, à família do sucesso. Só espero que ela não mude esse seu espírito aventureiro

Todos os olhos da música pop andam voltados para uma moça que parece ter o sucesso nos genes. Solange (Knowles) é a irmã caçula da diva pop Beyoncé – talvez para não ser acusada de pegar carona na fama da “tata” ela não use o sobrenome da família responsável pelo fenômeno Destiny’s Child. Apesar de ter feito sucesso considerável com seus primeiros discos (Solo Star, de 2003, e Sol-Angel and the Hadley St. Dreams, 2008), foi com o EP True, lançado em 2012 pelo selo Terrible – mantido por Chris Taylor, do Grizzly Bear – que a moça conquistou o respeito dos alternativos.

Talvez porque o disco – que tem seis faixas e pouco menos de 30 minutos – adicione à mistura de soul sessentista, R&B e pop que a cantora vinha fazendo (competentemente, diga-se) um pouco de new wave e seus elementos mais eletrônicos e experimentais. E é realmente uma experiência e tanto escutá-lo de cabo a rabo – dá pra fazer isso no YouTube, por esse link aqui. Fora que “Lovers in the Parking Lot”, pra mim, já é a música do ano. Escuta aí embaixo e depois me diz se exagerei.

Seja bem-vinda, definitivamente, à família do sucesso, Solange. Espero que ela não mude esse seu espírito aventureiro.