Lista – 15 músicas do line-up do Lollapalooza Brasil 2013

Lollapalooza Brasil 2013: Escolhi 15 músicas entre as minhas preferidas das bandas de que mais gosto em meio às que foram escaladas para tocar este ano

Lollapalooza Brasil 2013: Escolhi 15 músicas entre as minhas preferidas das bandas de que mais gosto em meio às que foram escaladas para tocar este ano

Essa lista é um consolo pra quem não pôde ir ao Lollapalooza Brasil 2013, festival realizado durante os dias 29, 30 e 31 de março em São Paulo, ou, pra quem simplesmente não quis comparecer, um gostinho de como algumas das melhores bandas do line-up soam ao vivo. Escolhi 15 músicas entre as minhas preferidas das bandas de que mais gosto em meio às que foram escaladas para tocar este ano. São versões ao vivo (mas não gravadas no Lolla 2013, fique avisado), pra combinar com o clima de concerto.

Ao final do post, você tem uma playlist do YouTube com todos os sons na sequência, pra poder curtir sem ter o trabalho de ficar clicando.

Bom show!

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Pearl Jam – Nothing as it Seems

Queens of the Stone Age – Regular John

The Black Keys – Lonely Boy

Franz Ferdinand – Take Me Out

Planet Hemp – Mantenha o Respeito

The Hives – Hate To Say I Told You So

Cake – Never There

Two Door Cinema Club – Something Good Can Work

Hot Chip – Ready For The Floor

Criolo – Subirusdoistiozin

Foals – Inhlaer

Crystal Castles – Doe Deer

Alabama Shakes – Hold On

Graforréia Xilarmônica – Nunca Diga

Ludov – Dois a Rodar

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****** PLAYLIST – Lista – 15 músicas do line-up do Lollapalooza Brasil 2013

Lista – 10 músicas para ouvir durante o sexo

10 músicas para ouvir durante o sexo

Antes de mais nada, deixa eu dizer que essa lista foi praticamente encomendada pelo pessoal do popularíssimo blog Somente Coisas Legais, que estava bastante a fim de divulgar uma seleção desse naipe. Some-se a isso o fato de que rankings de quase qualquer espécie parecem atrair muita atenção na internet e de que sexo é um chamariz universal e temos aí mais um post gloriosamente destinado ao sucesso – e extremamente carregado de hormônios.

Bem, para aqueles que querem se aprimorar na lida, novos truques são sempre bem-vindos. E uma playlist cuidadosamente escolhida pode, comprovadamente, ajudar a esquentar as coisas e criar um clima bacana  para aqueles momentos íntimos, por assim dizer.

Apresento-lhes, então, dez músicas para se ouvir durante o sexo (sempre torcendo, no entanto, para que a brincadeira dure ainda mais que isso). Ao final do post você também encontra a playlist já montada na sequência para o seu maior conforto!

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10-) Portishead – “Glory Box” (1994)

A canção que, de certa forma, resume o trip-hop do Portishead é muito provavelmente uma das músicas mais sexy de todos os tempos. Abrindo o “show” com essa você já larga com vantagem.

09-) The Beatles – “I Want You (She’s So Heavy)” (1969)

Já provei antes que os Beatles fizeram, sim, músicas bastante sensuais. E essa é uma das mais poderosas entre elas. Praticamente uma carta de intenções em forma de som.

08-) Lou Reed – “Walk on the Wild Side” (1972)

Quem poderia imaginar que o errático e eterno “poeta junkie” Lou Reed seria uma boa escolha (principalmente enquanto ainda estamos nas preliminares)? Eu não acreditava na eficiência do cara até comprovar.

07-) Chris Isaak – “Wicked Game” (1989)

Ok, essa é clichê até não poder mais, além de te fazer correr o risco de simplesmente ter que parar tudo pra pensar “Afinal, por que diabos ele resolveu mandar essa modulação vocal bizarra no refrão? O que ele estava pensando?“. Mas, vale o risco, afinal, o único sucesso digno de menção da carreira do Chris Isaak é um clássico absoluto da sacanagem.

06-) The Zombies – “Time of the Season” (1968)

Apesar de seu nome mórbido, a banda deve ter embalado vários amassos com este hit da década de 1960. “It’s the time of the season for loving!“.

05-) Divinyls – “I Touch Myself” (1991)

Segunda one hit wonder da lista, as Divinyls botaram o mundo pra cantar versos safados como “I love myself / I want you to love / When I feel down / I want you above me“. Ao ouvi-la, no entanto, cuidado pra não levar muito a sério a mensagem principal da canção e deixar ninguém “na mão”.

04-) Luther Vandross – “Never Too Much” (1981) 

Com base no que já rolou até aqui, essa pedrada soul oitentista é até bastante inocente e romântica. Mas o balanço de Luther Vandross é certeiro pra manter o fogo aceso.

03-) George McCrae – “I Get Lifted” (1974) 

Esse “funkeiro” da Flórida conseguiu criar uma das canções mais sexy dos anos 1970. Preste atenção no rebolado do baixo, se conseguir. “Girl, I can tell ya’, you turn me on“, declama nosso terceiro lugar. Pois é…

02-) Marvin Gaye – “Sexual Healing” (1982)

Tava demorando, né? Mas, enfim, ele apareceu. Medalha de prata para a escancarada celebração das, hummm, “propriedades terapêuticas” do lovemanking criada pelo absoluto e inconfundível Marvin Gaye. Ah, depois não deixe de conferir também a despretensiosa versão do Soul Asylum (aquela de “Runaway Train“).

01-) Marvin Gaye – “Let’s Get it On” (1973)

Olha, eu juro que tentei fazer diferente, mas não tem pra ninguém! É Mr. Gaye na cabeça, de novo! Ouro para a canção que praticamente significa sexo. Mesmo absolutamente banalizada por anos e anos de utilização em todo e qualquer momento que minimamente sugira uma pegação, “Let’s Get it On” é o hino dos amantes, dos cabelos bagunçados, da respiração ofegante, das pernas entrelaçadas, corpos suados, bocas enlouquecidas e suspiros satisfeitos depois do grand finale.


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######### PLAYLIST COMPLETA DAS 10 MÚSICAS PARA OUVIR DURANTE O SEXO – É só dar o play e correr pro abraço!

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***BONUS TRACK – Marvin Gaye – “Keep Gettin’ it On” (1973)

Meu, o cara gostava tanto da coisa que, no disco que trazia o histórico hit acima (batizado com o mesmo nome da faixa, Let’s Get it On, 1973), ele ainda mandou uma espécie de suíte da canção, sugestivamente sugerindo “Keep getting it on“. Uma boa trilha para aquele momento em que se começa a considerar um segundo round. Vai com fé, meu amigo/minha amiga! 😉 And keep getting it on!

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Lista – As 10 melhores músicas de 2012

As 10 melhores músicas de 2012: o que de melhor rolou na música de acordo com o musicólogo

As 10 melhores músicas de 2012: o que de melhor rolou na música de acordo com o musicólogo

Adiei até o limite. No momento em que escrevo, 2013 já está batendo à porta. É, chegou a hora de fazer mais uma daquelas famigeradas listas de final de ano. Então, antes que estourem a primeira garrafa de champanhe, aqui vão as 10 melhores músicas de 2012 na opinião do musicólogo:

10-) “Amanaemonesia” – Chairlift

Quando o Chairlift pintou aqui no blog esse som foi um dos destaques. Animada, meio destrambelhada e extremamente viçosa. Um bom jeito de começar a festa de Réveillon.

09-) “Summer Smoke” – Cemeteries

Essa fantasmagórica e bela canção é uma das coisas mais legais que Kyle J. Reigle e o seu Cemeteries já fez. Leia mais sobre esse rapaz de Buffalo, NY, aqui mesmo n’O musicólogo.

08-) “Drunken Soldier” – Dave Matthews Band

Esse épico meio progressivo da Dave Matthews Band apareceu por aqui quando falei do (ótimo) último disco deles, Away From the WorldUm baita som.

07-) “Gun Has No Trigger” – Dirty Projectors

Não tive tempo de resenhar o sexto álbum do Dirty Projectors (Swing Lo Magellan), e por isso essa desesperadora e bela canção (com um clipe igualmente impactante, porém simples) não apareceu no blog durante o ano. Compenso agora.

06-) “Cherokee” – Cat Power

A música que talvez melhor represente a transição de Chan Marshal (aka Cat Power) para uma sonoridade mais “modernosa” em seu último álbum (Sun).

05-) “Oblivion” – Grimes

Putz, como foi bom descobrir a Grimes em 2012. E “Oblivion” parece representar um pouquinho da sonoridade e estética que a própria moça já definiu como “post-internet”.

04-) “Only for You” – Heartless Bastards

Essa aqui eu descobri aos 45 do segundo tempo graças ao ótimo MúsicaPavê, então, logicamente, não deu tempo pra falar sobre o Heartless Bastards e sua grandiloquente “Only for You”. Destaque absoluto para a voz que ultrapassa qualquer noção de gênero da vocalista e guitarrista (sim, é uma moça) Erika Wennerstrom.

03-) “Breezeblocks” – alt-J (∆)

alt-J (∆) foi, sem dúvida, uma das grandes surpresas de 2012. Que som é esse? Cara… Só ouvindo mesmo.

02-) “Jamburana” – Dona Onete

Também não escrevi sobre Dona Onete em 2012, mas deveria. MESMO. Com mais de 70 anos de idade, essa antiquíssima diva do carimbó paraense gravou pela primeira vez na vida em 2012, acompanhada de uma trupe de músicos competentíssimos. O resultado é um dos melhores discos da música brasileira e mundial no ano (Feitiço Caboclo). E “Jamburana” é uma espécie de hino poderoso e suingado dessa coroação tardia. Treme!

01-) “Will You Love Me” – Matthew E. White

A medalha de ouro dessa lista é muito mais pacata do que se esperaria, mas tem uma força arrebatadora escondida. Escapou do meu radar também, devo confessar. Mas, antes tarde do que nunca e justo na posição mais alta do pódio. Single do primeiro disco do cantor, compositor e arranjador norte-americano Matthew E. White (Big Inner), “Will You Love Me” é um reconfortante abraço, uma infusão de amor em forma de som (desculpe-me a pieguice). Algo que a gente parece mesmo precisar pro ano que vem. Vamos manter esse espírito! Que venha 2013 e, com ele, muitas músicas boas mais!

FELIZ ANO NOVO! 🙂

Lista – 10 músicas para ouvir enquanto o mundo acaba

Fim do mundo: até o apocalipse tem que ter uma trilha sonora.

A humanidade já sobreviveu a incontáveis “fins do mundo” previstos por toda sorte de místicos, cientistas e outros apocalípticos. Deve ser por isso que quase ninguém anda botando muita fé nessa história de que vamos todos sumir do mapa em 21/12/12 conforme teria cravado a “profecia maia” ou o “calendário maia”.

De qualquer forma, toda vez que um suposto evento de destruição planetária como esse pinta no horizonte fica aquela sensação de “mas, vai que..?”. Então, pra não deixar ninguém ser pego de calças curtas caso, no dia fatídico, o Sol resolva se apagar, aconteça um hecatombe nuclear, os alienígenas pulverizem a Terra ou o chão se abra engolindo todo mundo, bolamos essa lista de 10 músicas pra se ouvir enquanto o mundo acaba!

Dê um play na seleção e aumente o volume como se não houvesse amanhã (pode ser que não haja mesmo):

10-) R.E.M. – It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine)

Já que toda lista tem um clichezão, já vamos começar a nossa com ele. E não tem postura melhor pra um eventual fim do mundo do que um sonoro “dane-se”, não é mesmo?

09-) Tom Waits – Earth Died Screaming

Um pouco mais desesperadora que a anterior mas, diz aí, quem melhor que Tom Waits pra narrar o fim dos tempos com sua voz rasgada em uma espécie de haikai beatnik-apocalíptico?

08-) Dave Matthews Band – When the World Ends

Já parou pra pensar no que você vai estar fazendo quando o mundo acabar? Bom, é disso que o Dave Matthews trata nessa canção. Tem umas ideias boas aí…

07-) Madonna feat. Justin Timberlake – 4 Minutes

O pop mostrando as caras em pleno Armagedom. Madonna e Justin Timberlake tinham quatro minutos pra salvar o mundo, mas ficaram dançando o tempo todo. Bom, já que vamos ser pulverizados, pelo menos que seja com algum “remelexo”.

06-) Metallica – I Disappear

Nada como desaparecer da face da Terra com um bom hard rock como trilha sonora. Não sei se o Metallica estava prevendo o fim dos tempos quando fez essa música para a trilha do filme Missão Impossível 2 (2000), mas a banda acabou compondo um belo tema para o ocaso da humanidade.

05-) Paulinho Moska – O Último Dia 

Moska botou uma reflexão sobre o fim do mundo (meio parecida com a do Dave Matthews ali em cima) na abertura de uma novela da Globo (a brevíssima O Fim do Mundo, 1996). Acho que, na época, botou muita gente pra pensar… “O que você faria se só te restasse esse dia?

04-) The Strokes – You Only Live Once

Que tal se despedir desse plano mandando um épico e justificadíssimo “YOLO“? Não sei se os caras do Strokes vislumbraram a possibilidade quando compuseram essa canção mas, já que tá aí, vamos usar, né? Nem que seja pra colorir um pouco o fim dos tempos…

03-) Radiohead – Exit Music (For a Film)

A música perfeita pra embalar a subida dos créditos de um filme que acaba sem deixar nem sombra de esperança também é uma boa escolha para quando tudo o que conhecemos se desintegrar. De propósito ou sem querer, com esse som Thom Yorke e sua trupe compuseram uma balada definitiva de despedida.

02-) The Doors – The End

Embora eu a tenha escolhido (não só por isso, mas…) meio que  justamente por ser a música que embala a introdução do filme Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979), essa canção tem lugar garantido em qualquer lista apocalíptica feita dos anos 1970 para cá. Não que haja espaço para discussão mas, quer trilha sonora melhor para o fim dos tempos do que o Jim Morrison abraçando o FIM e o chamando de “seu único amigo”? Deep shit.

01-) Oasis – Live Forever

Longe de mim encerrar essa “coletânea” na deprê total. Afinal, se o mundo for mesmo acabar, que a gente se vá cantando sobre como gostaríamos de viver “pra sempre”. Dizem por aí que Noel Gallagher, guitarrista e principal compositor do Oasis, fez essa música como uma resposta pra Kurt Cobain quando descobriu que o líder do Nirvana queria batizar uma música e um disco inteiro (que acabou virando o In Utero; 1993) como I Hate Myself And I Want to Die. E então é isso aí: “Maybe I just want to fly/ I want to live, I don’t want to die/ Maybe I just want to breathe/ Maybe I just don’t believe/ Maybe you’re the same as me/ We see things they’ll never see/ You and I are gonna live forever”.

BONUS TRACK:  The Beatles – The End

E pra não deixar mesmo motivo pra dizer que não encarei “o fim” de forma positiva: “And in the end/ The love you take/ Is equal to/ The love you make.”

Tchau, mundo!

Lista – As dez músicas mais sexy dos Beatles

The Beatles

The Beatles: How you doin’?

Um amigo disse, uma vez, ficar triste por não conseguir fazer sexo escutando Beatles. “Acho que é uma prova de que o mundo é justo. Caso contrário, Beatles seria perfeito para tudo”, filosofou. Bem, a lista a seguir não é exatamente uma tentativa de provar que ele ainda não tentou do jeito certo, mas não pude deixar de me lembrar desse papo quando tive a ideia para esse post.

No geral, concordo que Paul e John, como compositores/performers/personas, são tão sexy quanto Carlitos (aquele) e Jesus (este), pra citar dois personagens geniais, fictícios, revolucionários e tão sensuais quanto um tubo de creme dental. A libidinagem sempre ficou mesmo por conta dos Stones. However, os besouros têm, sim, sua dose de sacanagem sonora (voluntária ou não).

Eis minha tentativa de provar: as dez músicas mais sexy dos Beatles!

OBS: Post originalmente publicado por mim – e amplamente debatido pelos leitores – no blog Cotidiano Gonzo. Texto republicado com algumas pequenas alterações, incluindo uma ligeira modificação na seleção de canções escolhidas para figurar nessa lista.

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10-) Girl

Romântica, pra criar um clima de começo. E esses “suspiros” depois de cada “Oh, girl“, hein?

09-) And I Love Her

Ok, essa até o Robertão gravou, é piegas e etc. Mas… Funciona.

08-) Anna (Go to Him)

Apesar de, na letra, mandar a garota embora, tem um balanço que contagia. Ainda tá leve…

07-) Baby, It’s You

Passe tranquilamente os “sha la la la lala la” e você vai ver que a coisa esquentou. “Can’t help myself!

06-) All I’ve Got to Do

Estariam os rapazes de Liverpoll descobrindo, a essa altura, o que acontece quando se sussurra certas coisas no ouvido de alguém?

05-) Oh! Darling

Sir Paul McCartney pronto pra um “make up sex“?

04-) While My Guitar Gently Weeps

E não é que até o George deu uma dentro (sem trocadilho)? Acho que a intenção não era bem essa quando ele escreveu “how to unfold your love“, mas…

03-) I Want You (She’s So Heavy)

I want you. I want you so bad. I want you. I want you so bad it’s driving me mad, it’s driving me mad”. Acho que a essa altura ele já deixou claro que – apesar de qualquer conotação política possível de se colocar aí – se trata de um caso grave e evidente de hot pants.

02-) Come Together

Um caso para se olhar a letra com um pouco mais de criatividade do que o habitual e, principalmente, se concentrar no som. Combinação perfeita de baixo, bateria e “shhhh!“. “Come together, right now, over me!

01-) Helter Skelter

Infelizmente, a campeã sempre vai carregar uma história triste (se não conhece, procure saber, depois), mas esse proto heavy metal não poderia ser mais adequado. Intenso, suarento, explosivo.

When I get to the bottom 
I go back to the top of the slide 
Where I stop and turn 
and I go for a ride 
Till I get to the bottom and I see you again 
Yeah, yeah, yeah 
Do you don’t you want me to love you 
I’m coming down fast but I’m miles above you 
Tell me tell me come on tell me the answer 
and you may be a lover but you ain’t no dancer

Lista – Os 5 melhores guitarristas do (meu) mundo

Guitarra de 'Guitar Hero'

Guitarra de ‘Guitar Hero’: quando a conheci, ela tinha seis cordas!

“Solo de guitarra é coisa de velho”, disse uma vez Humberto Gessinger, o gaúcho infame que gosta de solos de guitarra. Só que, hoje, parece que esses tais “velhos” estão cada vez mais jovens. Aos 28 anos – numa época em que um troço tão esquisito quanto o Guitar Hero conquista diferentes gerações – não consigo deixar de pensar que algumas das minhas melhores memórias a respeito de música são protagonizadas por uma “seis cordas”. Da primeira vez que ouvi o riff de “Smells Like Teen Spirit” a quando percebi, com “Let’s Get it On”, que é possível murmurar por meio de um instrumento musical.

Um passeio pela minha relação tão particular com esses artefatos de madeira (ou outra coisa) que ainda domino bem menos do que gostaria. Eis os cinco melhores guitarristas do (meu) mundo.

 

5-) Buckethead
Buckethead
Buckethead: máscara de Michael Myers e sensibilidade sem ‘fritar escalas’
Descobri Buckethead em 2001 (assim como muita gente), quando umas das inúmeras formações recentes do Guns ‘N’ Roses tocou no Rock In Rio 3. Na ocasião, ele substituía Slash como guitarrista solo, e chamou mais atenção pelo visual absurdamente freak – e pelo fato de que ninguém sabe ao certo quem ele realmente é – do que pelo talento como músico (pro bem de todos, ele já deixou a banda de Axl Rose). Quando você supera o fato de que ele está usando uma máscara branca que parece com a do Michael Myers e um balde do KFC na cabeça, o que sobra é uma enorme sensibilidade e técnica. Diferente da maioria dos guitar heroes por aí, o cara não é uma frigideira de escalas, e consegue compor verdadeiras paisagens sonoras. Ah, que me perdoem os hard rockers, mas ele é, sim,melhor que o Slash.

4-) Lee Ranaldo + Thurston Moore (Sonic Youth)
Lee Ranaldo e Thurston Moore

Ranaldo (ao fundo) e Moore: de belas harmonias a barulho ensurdecedor

Com eles, eu aprendi o valor do ruído e da dissonância (e já estourei a minha limitação a cinco guitarristas). Precisei colocá-los juntos porque não consigo imaginá-los funcionando (tão bem) separados. É quase como se fossem um só. Moore e Ranaldo são a alma do Sonic Youth pra mim, e os primeiros que ouvi usar afinações totalmente fora do padrão EADGBe (Mi, Lá, Ré, Sol, Si, Mi). Quando tocam, podem ir das mais belas harmonias até o barulho mais ensurdecedor. Os pais do post e indie rock.


3-) Curt Kirkwood (Meat Puppets)
Curt Kirkwood
Curt Kirkwood: criatividade e alguns parafusos a menos
Curt Kirkwood é o frontman de uma das bandas que mais gosto na vida. Junto ao seu irmão , o baixista Chris, criou canções que são como o que eu imagino de uma viagem de ácido em pleno deserto Mojave. Seus riffs, solos e bases parecem música country diluída em punk e mescalina. O terceiro disco dos Meat Puppets, “Up on the Sun” (1985) é uma aula do que se pode fazer com uma guitarra, criatividade e alguns parafusos a menos.

2-) David Gilmour (Pink Floyd)
David Gilmour

David Gilmour: gaivotas cósmicas no fim de tarde em Marte

Eu odeio David Gilmour. Odeio o que ele fez com o Pink Floyd depois da saída de Roger Waters. Odeio sua carreira solo. Odeio quem acha que “P.U.L.S.E” (1995) é um puta disco. Mas o cara toca pra cacete.Quando ainda era o guitarrista solo (e eventual – e competentíssimo – vocalista) que substituiu Syd Barret, Gilmour compôs algumas das coisas mais emocionantes que se pode fazer com uma guitarra (incluindo os solos de “Comfortably Numb”, veja abaixo). Imagine gaivotas cósmicas planando pelo horizonte avermelhado de um fim de tarde em Marte. Agora imagine imaginar.


1-) Kaki King
Kaki King

Kaki King: melhor que 99% dos guitarristas homens da atualidade

A moça é mestre no “two hands” no violão e em slide guitar. Nem deve ter chegado aos trinta ainda e apavora 99% dos guitarristas homens da atualidade. Seu estilo de tocar é diferente de tudo o que já vi por aí, e suas músicas são extremamente inventivas. Quando a descobri, acidentalmente (em uma apresentação no programa do David Letterman), fiquei boquiaberto. Não dá pra descrever. Tem que ver. E ouvir.

E se você ainda não se convenceu…
Post originalmente publicado por mim no Cotidiano Gonzo.

Lista – As 5 melhores canções doo-wop de todos os tempos

The Coasters

Tenho escutado muito doo-wop ultimamente. E, sem querer soar clichê ou parecer que tenho 80 anos, realmente não existem mais músicas como estas hoje em dia.

Achei uma pequena definição do gênero, que talvez ajude os incautos:

“Doo-wop era um dos gêneros mais populares de rock & roll e R&B no final dos anos 50. Os artistas de d00-wop eram grupos vocais, em que cada cantor era responsável por uma parte, que se relacionava com a dos outros. Frequentemente, os backing vocals cantavam palavras sem sentido, apenas como ritmo, e o nome do gênero deriva dessa prática. A maioria dos grupos de doo-wop começou como bandas “a capella”, se apresentando sem acompanhamento instrumental. Os singles de doo-wop inspiraram inúmeros adolescentes a formar seus próprios grupos “a capella”, embora a maioria destes nunca tenha gravado nenhum disco. Apesar de sua origem “a capella”, alguns discos de grupos de doo-wop foram feitos com acompanhamento instrumental. O doo-wop sumiu no início dos anos 60, apesar de sua influência ter sido sentida por toda a música pop das décadas seguintes”.
*fonte: AllMusic Guide (em tradução livre)

Como não tenho nada melhor pra fazer, resolvi colocar aqui as 5 melhores canções de doo-wop de todos os tempos! De acordo com os meus próprios critérios, é claro!

O doo-wop SOBREVIVE!

Enjoy!

5.The Skyliners – Since I Don’t Have You


Essa é conhecida de muita gente, por conta de uma versão feita pela banda capitaneada pelo ruivo mais escandaloso que já pisou este planeta. Fora o solo de guitarra matador, no entanto, prefiro a original.

4. The Marcels – Blue Moon

Bom, essa foi gravada até pelo Rei. Já foi tema de novela aqui no Brasil e etc. As onomatopéias da introdução matam qualquer um.

3. The Penguins – Earth Angel

Na minha opinião, uma das mais bonitas. “I’m just a fool, a fool in love with you”. Reparem na coreografia. Contida, porém eficiente.

2. The Coasters – Poison Ivy

Quer uma metáfora melhor pra falar de uma mulher “daquelas” que uma hera venenosa? “She’ll really do you in, if you let her get under your skin”. Teve até uma versão da Rita Lee por aqui, mas nem vale o link. Google se você tem tempo a perder.

1. The Temptations – My Girl

Hul! Acho que nem preciso explicar a razão de esta ser a número 1.

“Hours Concours” – The Platters – Only You

Os mestres do doo-wop. Nem podem entrar num “Top 5”. Não seria justo.

Menção Honrosa – The Contours – Do You Love Me?

Não é exatamente doo-wop, já é quase rock, muito mais selvagem e dançante. Mas é DO BALACOBACO, então, quem se importa? Saca a energia do baixinho. E que voz, hein?

Originalmente publicado por mim no Cotidiano Gonzo.