Vídeo da Semana – Darkside, Live at Pitchfork Music Festival Paris (2013)

Darkside: demorei para encontrar a colaboração entre Nicolas Jaar e Dave Harrington, mas me apaixonei pela EDM ambiente da dupla.

Darkside: Demorei para encontrar a colaboração entre Nicolas Jaar e Dave Harrington, mas me apaixonei pela EDM ambiente da dupla.

Confesso que nunca tinha ouvido falar do Darkside, colaboração do chileno-norte americano Nicolas Jaar e do londrino Dave Harrington, mas me apaixonei pela EDM da dupla quando essa apresentação no Pitchfork Music Festival em Paris apareceu na minha playlist do YouTube. Gosto bastante de música eletrônica quando ela é, de alguma forma, intrigante, e o som de Jaar e Harrington me cativou muito rápido. Com batidas contagiantes e uma psicodelia impregnada de Pink Floyd (viria daí o “Darkside”?), a dupla faz um som agradável e hipnotizante. Se você gosta de saber o que anda rolando na cena contemporânea e não se contenta em ficar fechado no sarcófago dos sons clássicos, é uma boa pedida.

Acabei cavando a produção de Nicolas Jaar e tive gratas surpresas. Vale a pena a investigação. Mas, por hora, fique com a vibe contagiante do Darkside ao vivo:

LIVE! – John Legend & The Roots – Urban Music Festival, São Paulo, Arena Anhembi, 29/05/2011

John Legend & The Roots: revisitando o soul

John Legend & The Roots: revisitando o soul

John Legend é foda. Meu respeito pelo cara aumentou uns 200% quando soube que ele lançara um disco com o The Roots (ouça!) , o Wake Up! (2010), só com versões de soul antigo. Talvez o maior mérito do álbum seja apresentar gente como Curtis Mayfield, Baby Huey e Bill Whiters à molecada de hoje. E, ao vivo, Legend e a banda executam com maestria clássicos da música negra norte-americana. Um prato cheio para um fã de soul como eu.

O show, realizado em São Paulo, fechando o Urban Music Festival, começou com “Hard Times”, versão pesadona do som de Baby Huey & The Baby Sitters (veja o vídeo exclusivo abaixo). Ótima maneira de ganhar a platéia que congelava no Anhembi. Fora uma ou outra cagada técnica (um pouco depois do início o grave do baixo e do bumbo estouraram durante uma das canções), o som estava perfeito (pelo menos na pista vip, onde eu, graças a um amigo, e a imprensa especializada estávamos), e a perfomance de Legend e da banda (destaque para as duas lindas e talentosíssimas backing vocals negras) impecáveis.

Uma inesperada e pesadíssima versão de “Move on Up”, do mago Curtis Mayfield arrebatou boa parte da plateia, e “PDA”, de Legend (veja vídeo exclusivo abaixo) fez todo mundo cantar e dançar. “I Can’t Write Left Handed”, hino antiguerra de Bill Whiters, precedida por um discurso pacifista de Legend (“When Bill Whiters wrote this song in 1973 the USA were in war against Vietnam. Today we’re still in war. War is hell, don’t matter who makes the decisions in Washington”) virou um épico de quase 7 minutos. Hipnotizante.

Valeu a pena ter perdido o Gang of Four, que tocou de graça ao mesmo tempo no festival da Cultura Inglesa no Parque da Independência.

Bonus track: pagar R$ 6,00 em fichas de cerveja no disco da banda de reggae hip hop Haikaiss, que pode ser baixado aqui, em troca de… bem… um favor que eles me fizeram durante o show. E conhecer o Leonardo dos Anjos da agência BRPress, que estava cobrindo o show (leia a resenha dele aqui)!

Ah, ainda teve uma participação WTF da Ana Carolina, mas nem é digno de nota!

Os vídeos foram gravados pela Cinematófaga.