Vídeo da Semana – Darkside, Live at Pitchfork Music Festival Paris (2013)

Darkside: demorei para encontrar a colaboração entre Nicolas Jaar e Dave Harrington, mas me apaixonei pela EDM ambiente da dupla.

Darkside: Demorei para encontrar a colaboração entre Nicolas Jaar e Dave Harrington, mas me apaixonei pela EDM ambiente da dupla.

Confesso que nunca tinha ouvido falar do Darkside, colaboração do chileno-norte americano Nicolas Jaar e do londrino Dave Harrington, mas me apaixonei pela EDM da dupla quando essa apresentação no Pitchfork Music Festival em Paris apareceu na minha playlist do YouTube. Gosto bastante de música eletrônica quando ela é, de alguma forma, intrigante, e o som de Jaar e Harrington me cativou muito rápido. Com batidas contagiantes e uma psicodelia impregnada de Pink Floyd (viria daí o “Darkside”?), a dupla faz um som agradável e hipnotizante. Se você gosta de saber o que anda rolando na cena contemporânea e não se contenta em ficar fechado no sarcófago dos sons clássicos, é uma boa pedida.

Acabei cavando a produção de Nicolas Jaar e tive gratas surpresas. Vale a pena a investigação. Mas, por hora, fique com a vibe contagiante do Darkside ao vivo:

Vídeo da semana – Christina Bianco, Divas Impressions, “Total Eclipse of the Heart”

A cantora e comediante Christina Bianco canta o clássico "Total Eclipse of the Heart" (1983; Bonnie Tyler) encarnando várias cantoras pop.

A cantora e comediante Christina Bianco canta o clássico “Total Eclipse of the Heart” (1983; Bonnie Tyler) encarnando várias cantoras pop.

Muito tempo atrás topei com um vídeo de uma apresentação da cantora e comediante Christina Bianco em que ela canta o clássico “Total Eclipse of the Heart” (1983; Bonnie Tyler) encarnando várias cantoras pop. É hilário vê-la cantar o hit deprê-oitentista na voz de Adelle, Cher, Britney Spears, Zooey Deschanel e até Shakira. Vale umas risadas e a chance de admirar a versatilidade vocal de Bianco. Se ela lançasse um disco acho que eu daria uma chance.

Vídeo da semana – “Dumb Ways to Die” (2012), campanha musical engraçadinha sobre segurança na linhas de trem australianas é umas das favoritas do Cannes Lions 2013

Dumb Ways to Die: campanha musical engraçadinha sobre segurança é uma das apostas para o festival Cannes Lions 2013

Dumb Ways to Die: campanha musical engraçadinha sobre segurança é uma das apostas para o festival Cannes Lions 2013

Campanhas publicitárias sobre segurança não costumam primar pelo bom humor. Entende-se. É um assunto muito sério. Ao mesmo tempo, dificilmente nos lembramos de alguma peça sobre o tema – seja impressa, para TV, rádio, internet ou outros meios. Seria por causa da neutralidade sóbria que predomina nesses trabalhos?

No final de 2012, no entanto, “Dumb Ways to Die” (veja o vídeo traduzido para o português ao final), que trata da segurança na utilização e convivência com os trens metropolitanos da região de Melbourne, na Austrália, fez enorme sucesso no mundo todo – alavancada pela internet – justamente por tratar uma coisa tão séria quanto a morte de maneira leve e até divertida (?) – atualmente, o vídeo original já acumula quase 50 milhões de visualizações.

A campanha, encomendada pela Metro Trains da terra dos cangurus à agência McCann daquele país, conquistou a audiência principalmente por conta de uma animação de 3 minutos que mostra “maneiras estúpidas de morrer” (tradução de “Dumb Ways to Die”), misturando absurdos como “usar suas partes íntimas como isca de piranha” a riscos mais reais, como “atravessar os trilhos entre as plataformas do trem”. Captou a mensagem? O sucesso foi tanto que a ação é uma das grandes apostas para faturar alguns leões no grande festival de criatividade e propaganda Cannes Lions 2013, que acontece entre 16 e 22 de junho em Cannes, na França.

Mas, e o que tudo isso tem a ver com música? Bom, mais da metade da graça de toda a campanha é a grudenta e bonitinha (?) canção homônima utilizada para narrar os enormes absurdos cometidos pelos simpatissíssimos e energúmenos bonequinhos que “dão a vida pela causa” graciosamente (tenho um dó danado do personagem que morre vestido de alce em plena temporada de caça – a expressão no rosto dele quando o chumbo começa a voar é de partir o coração).

Dumb Ways to Die“, a canção, foi composta e produzida por Ollie McGill, da banda australiana de ska e jazz The Cat Empire, com letra de John Mescall (que também fez os backing vocals) e vocais principais de Emily Lubitz, da banda Tinpan Orange, também da Austrália – a voz doce e a maneira quase infantil de cantar dessa última é um dos elementos que mais contribui para o humor negro da coisa toda. A música foi registrada sob o nome do grupo fictício Tangerine Kitty, uma mistura com os nomes dos projetos dos envolvidos, e está disponível até para download no iTunes.

Veja o vídeo da campanha baixo e arrisque o palpite: será que leva algum prêmio em Cannes? Porque já levou em inúmeros outros festivais pelo mundo… E, por favor, não vá morrer de algum jeito idiota, hein? 😉

Vídeo da semana – Commander Chris Hadfield, “Space Oddity” (2013) – Uma versão de David Bowie gravada em pleno espaço sideral

O astronauta canadense Comandante Chris Hadfield - atual tripulante da Estação Espacial Internacional - resolveu registrar, em pleno espaço, uma comovente versão da canção "Space Oddity", composta originalmente por David Bowie

O astronauta canadense Comandante Chris Hadfield – atual tripulante da Estação Espacial Internacional – resolveu registrar, em pleno espaço, uma comovente versão da canção “Space Oddity”, composta originalmente por David Bowie

Esse aí obviamente já era pra ter sido escolhido e publicado como “Vídeo da semana” logo que saiu (no dia 12/05/13). No entanto, alguns contratempos acabaram me atrasando, e o registro ficou só para agora. Bem, não importa. Dada a magnitude do lance todo, bora corrigir – antes tarde do que nunca.

Pois bem: acontece que dia desses o astronauta canadense Comandante Chris Hadfield – atual tripulante da Estação Espacial Internacional – resolveu registrar (em pleno espaço sideral, gravitando em torno da órbita da Terra) uma comovente (ainda mais levando-se em conta as circunstâncias) versão da canção Space Oddity“, composta originalmente por David Bowie para o álbum homônimo Space Oddity (de 1969).

O vídeo gravado por Hadfield, além de impressionar pelas circunstâncias características da rotina de uma estação espacial (como a ausência de gravidade e a impressionante e bela visão do globo terrestre registrada do espaço, por exemplo), emociona por conta da entrega do astronauta à interpretação (que eu chego a considerar melhor que a original, pra você ter uma ideia) e, enfim, pela colocação no contexto “apropriado” – atualmente, pela evolução da tecnologia exploratória espacial terrestre – da música que, há mais de 40 anos, versava sobre as agruras das viagens espaciais.

Enfim, coisa belíssima de se ver! Tenho certeza que o Bowie ficou orgulhoso!

Vídeo da semana – Tamara Bryak e Tatiana Panaioti, “Roda Viva” (2013) – Chico Buarque ganhou sotaque russo

A bela cena final do vídeo em que a garota russa Tamara Bryak (Тома Бусинка) homenageia "Roda Viva", de Chico Buarque: suingue eslavo e um genuíno tributo à música brasileira

A bela cena final do vídeo em que as garota russas Tatiana Panaioti e Tamara Bryak homenageiam “Roda Viva”, de Chico Buarque: suingue eslavo e um genuíno tributo à música brasileira

Depois de saber dessa – e isso foi hoje/ontem -, tive que abrir uma leve exceção e publicar mais um Vídeo da semana. Acontece que uma garota russa que recentemente passou cerca de dois meses em São Paulo – no esquema do couchsurfing, mais especificamente na casa de uns amigos de uns amigos meus – resolveu, tendo conhecido um pouco melhor a produção musical brasileira dos anos 1960/1970 -, registrar, já de volta a sua terra natal, uma versão bastante particular e eslava de “Roda Viva“, de Chico Buarque (1967) (relembre aqui a original).

Apesar da relativamente previsível rigidez rítmica, a releitura conduzida por Tamara Bryak (Тома Бусинка; a tal garota russa – primeira da esquerda para a direita na primeira tomada do vídeo), duas amigas (que provavelmente também estiveram em São Paulo) e mais alguns músicos russos convidados (destacando-se o guitarrista, que caprichou na tentativa de suingue), agrada pela devoção à estatura da gema musical que resolveram homenagear. Não deixa de ser engraçado e adorável vê-las, em certas cenas mais prosaicas do vídeo, visivelmente empenhadas em render genuíno tributo a algumas das porções mais significativas e tocantes da letra matutada por Chico.

– UPDATE em 04/05: um dos amigos de uns amigos meus que hospedaram as meninas – o Alex, citado no vídeo – me explicou que apesar da participação da Tamara, quem conduziu a coisa toda foi a Tatiana Panaioti (a garota do meio, na cena de abertura), que, por sinal, é grande fã de Chico e já havia registrado uma versão de “Sem Compromisso” (de Nelson Trigueiro e Geraldo Pereira, gravada por Chico no disco Sinal Fechado, de 1974). O Alex também me disse que, segundo elas, aprender a falar português não é tão difícil para os russos, assim como também não seria para nós aprendermos o russo, por causa de similaridades nos chiados e zumbidos das palavras. “Mas é foda”, confessou, mesmo assim. Valeu, Alex!

Vale o PLAY, seja pra ver como as moças aprenderam rápido os fundamentos do português brasileiro (apesar ou exatamente por conta da divertida pronúncia de palavras como “pião”), seja pra perceber como a música brasileira (de ontem, hoje e sempre) tem potencial para encantar, seduzir e influenciar “cidadãos musicais” do mundo todo.

Um beijo carregado de latinidade e brasilidade para Tamara, Tatiana e seus comparsas! Voltem sempre! Nú zdrástvuy, mílaya!

Vídeo da semana – Haim, “Forever” (2012)

Cena do clipe de "Forever", do trio Haim: meninas descompromissadamente bonitas e boas de som

Cena do clipe de “Forever”, do trio Haim: meninas descompromissadamente bonitas e boas de som

Apesar de ter aparecido no ano passado, o vídeo abaixo poderia dividir com o Novidadeiro a categoria em que foi incluído aqui no blog. O Haim (pronuncia-se ráim) é um trio  relativamente novo, formado por três irmãs de Los Angeles (CA, EUA), que faz um som que vai do folk ao R&B com bastante influência oitentista. E o nome escolhido para batizar a banda nada mais é que o sobrenome de Este (nascida em 1986), Danielle (de 1989) e Alana (1991), as irmãs Haim.

As três garotas, acompanhadas pelo baterista Dash Hutton, já conseguiram chamar a atenção da mídia especializada mundial, embora ainda não tenham nem lançado um álbum inteiro (até agora foram apenas dois EPs, ambos de 2012). Mas foi com o simples e belo clipe de “Forever” (principal hit do grupo até agora), que também saiu em 2012, que elas conseguiram a minha atenção. Topei com o vídeo esta semana e já assisti inúmeras vezes. Além da beleza desinteressada das irmãs Halim, o maior mérito do clipe é, claro, mostrar o empolgante som que elas fazem. Pra propósitos pedagógicos dá pra chamar de power pop meio funkeado com ecos oitentistas e um sotaque particular bastante pronunciado.

Sem mais delongas, dê o PLAY aí abaixo e confira por si mesmo!

 

De bônus fica também uma apresentação das moças ao vivo no Later… with Jools Holland, agora em abril. Já dá pra sacar que, se continuarem inspiradas, elas vão longe.

 

Selo Jools Holland de Qualidade

Vídeo da semana – Pentatonix, “Evolution of Music” (2013)

Pentatonix: o quinteto se propõe a registrar um resumo de nada menos que 10 séculos de história da música popular

Pentatonix: o quinteto se propõe a registrar um resumo de nada menos que 10 séculos de história da música popular

Dessa vez o destaque fica por conta do grupo Pentatonix, que já há algum tempo vem registrando – em vídeos publicados em seu canal no YouTube – admirável habilidade vocal traduzida em interessantíssimos covers e versões de incontáveis músicas pop. No vídeo em questão, que se tornou sucesso na web ao longo da semana (de uma forma que lembra bastante a proposta do cdza), o quinteto se propõe a registrar um resumo de nada menos que 10 séculos de história da música popular.

Ao longo de 4 minutos e 30 segundos o grupo interpreta, de forma impecável, um punhado de canções que vão do mais antigo clássico/barroco ao pop contemporâneo mais safado, passando por alguns medalhões das décadas que ficam no recheio. Ressalte-se, efusivamente, que o desempenho dos moços é indefectível. No entanto, depois de observar tal performance – pautada em canções evidentemente conhecidas pela audiência massiva da web, em sua maioria -, fica a vontade louca de ouvir o potencial do grupo aplicado a composições originais arranjadas por eles mesmos.

De qualquer forma, vale o show e a torcida para que eles possam, eventualmente, se dedicar a produções originais. Por hora, fiquemos com o tal medley histórico no qual o grupo aplica toda a sua capacidade harmônica e melódica. Enjoy!