Originais & Originados – The Dubliners (1967) x Thin Lizzy (1973) x Metallica (1998) – “Whiskey in the Jar”

Metallica em 1998, época do Garage Inc.: "Whiskey in the Jar", canção tradicional irlandesa, atravessou gerações e veio parar no disco-tributo da banda às suas influências

Metallica em 1998, época do Garage Inc.: “Whiskey in the Jar”, canção tradicional irlandesa, atravessou gerações e veio parar no disco-tributo da banda às suas influências

Eis aí outro exemplo de canção que (de forma improvável, no mínimo) atravessou gerações.

A tradicional canção irlandesa “Whiskey in the Jar” – que, em suma, narra uma bela de uma traição – foi originalmente divulgada para o mundo em 1967, através do registro realizado pelo grupo de folk celta/irlandês The Dubliners.

Em 1973, a música foi ressuscitada – e devidamente adaptada – pela bastante subestimada banda irlandesa de hard rock Thin Lizzy, que a incluiu em seu terceiro álbum, Vagabonds of the Western World.

Mais de duas décadas depois, em 1998, a canção foi resgatada pelo Metallica em seu álbum de covers Garage Inc., que pretendia homenagear algumas das principais influências da banda (e ali “Whiskey in the Jar” contava como tributo ao Thin Lizzy, e não ao The Dubliners, que fique claro).

A tal versão do Metallica, aliás, rendeu um “polêmico” videoclipe na época (veja abaixo), o que, inclusive, contribuiu para que muita gente achasse (até hoje) que o som era de autoria de Hetfield e companhia (apesar da ostensiva divulgação de Garage Inc. como um álbum de covers).

Bem, apesar das confusões, está aí mais um interessantíssimo capítulo da história da música e de sua incrível capacidade de reincidência. Brindemos! “Tem whiskey na jarra”, meu amigo!

ORIGINAL – THE DUBLINERS – WHISKEY IN THE JAR (1967)

ORIGINADA – THIN LIZZY – WHISKEY IN THE JAR (1973)

ORIGINADA – METALLICA – WHISKEY IN THE JAR (1998)

Originais & Originados – Roberta Flack (1973) x Fugees (1996) – “Killing Me Softly With His Song”

Roberta Flack: seu clássico de 1973 voltou repaginado pelo Fugees duas décadas depois

Roberta Flack: seu clássico de 1973 voltou repaginado pelo Fugees duas décadas depois

Se liga no facelift pelo qual esse clássico do R&B/soul dos anos 1970 passou pouco mais de duas décadas depois de seu lançamento. “Killing Me Softly With His Song“, canção que Roberta Flack levou ao topo das paradas em 1973, voltou modernizada aos rankings do sucesso em forma de rap/neo soul pelas mãos de Lauryn Hill e os Fugees (que ainda contava com Pras e Wyclef Jean em sua formação) em 1996, encarnada em faixa do aclamado álbum The Score.

Apesar das mudanças, dá pra sentir claramente as raízes do som original na releitura dos Fugess, o que nos permite encarar a versão como uma verdadeira declaração de influências do trio. Aperte o PLAY e flutue por mais essa justaposição de clássicos!

ORIGINAL – ROBERTA FLACK – KILLING ME SOFTLY WITH HIS SONG (1973)

ORIGINADA – FUGEES – KILLING ME SOFTLY WITH HIS SONG (1996) 

Lista – 10 músicas para ouvir durante o sexo

10 músicas para ouvir durante o sexo

Antes de mais nada, deixa eu dizer que essa lista foi praticamente encomendada pelo pessoal do popularíssimo blog Somente Coisas Legais, que estava bastante a fim de divulgar uma seleção desse naipe. Some-se a isso o fato de que rankings de quase qualquer espécie parecem atrair muita atenção na internet e de que sexo é um chamariz universal e temos aí mais um post gloriosamente destinado ao sucesso – e extremamente carregado de hormônios.

Bem, para aqueles que querem se aprimorar na lida, novos truques são sempre bem-vindos. E uma playlist cuidadosamente escolhida pode, comprovadamente, ajudar a esquentar as coisas e criar um clima bacana  para aqueles momentos íntimos, por assim dizer.

Apresento-lhes, então, dez músicas para se ouvir durante o sexo (sempre torcendo, no entanto, para que a brincadeira dure ainda mais que isso). Ao final do post você também encontra a playlist já montada na sequência para o seu maior conforto!

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10-) Portishead – “Glory Box” (1994)

A canção que, de certa forma, resume o trip-hop do Portishead é muito provavelmente uma das músicas mais sexy de todos os tempos. Abrindo o “show” com essa você já larga com vantagem.

09-) The Beatles – “I Want You (She’s So Heavy)” (1969)

Já provei antes que os Beatles fizeram, sim, músicas bastante sensuais. E essa é uma das mais poderosas entre elas. Praticamente uma carta de intenções em forma de som.

08-) Lou Reed – “Walk on the Wild Side” (1972)

Quem poderia imaginar que o errático e eterno “poeta junkie” Lou Reed seria uma boa escolha (principalmente enquanto ainda estamos nas preliminares)? Eu não acreditava na eficiência do cara até comprovar.

07-) Chris Isaak – “Wicked Game” (1989)

Ok, essa é clichê até não poder mais, além de te fazer correr o risco de simplesmente ter que parar tudo pra pensar “Afinal, por que diabos ele resolveu mandar essa modulação vocal bizarra no refrão? O que ele estava pensando?“. Mas, vale o risco, afinal, o único sucesso digno de menção da carreira do Chris Isaak é um clássico absoluto da sacanagem.

06-) The Zombies – “Time of the Season” (1968)

Apesar de seu nome mórbido, a banda deve ter embalado vários amassos com este hit da década de 1960. “It’s the time of the season for loving!“.

05-) Divinyls – “I Touch Myself” (1991)

Segunda one hit wonder da lista, as Divinyls botaram o mundo pra cantar versos safados como “I love myself / I want you to love / When I feel down / I want you above me“. Ao ouvi-la, no entanto, cuidado pra não levar muito a sério a mensagem principal da canção e deixar ninguém “na mão”.

04-) Luther Vandross – “Never Too Much” (1981) 

Com base no que já rolou até aqui, essa pedrada soul oitentista é até bastante inocente e romântica. Mas o balanço de Luther Vandross é certeiro pra manter o fogo aceso.

03-) George McCrae – “I Get Lifted” (1974) 

Esse “funkeiro” da Flórida conseguiu criar uma das canções mais sexy dos anos 1970. Preste atenção no rebolado do baixo, se conseguir. “Girl, I can tell ya’, you turn me on“, declama nosso terceiro lugar. Pois é…

02-) Marvin Gaye – “Sexual Healing” (1982)

Tava demorando, né? Mas, enfim, ele apareceu. Medalha de prata para a escancarada celebração das, hummm, “propriedades terapêuticas” do lovemanking criada pelo absoluto e inconfundível Marvin Gaye. Ah, depois não deixe de conferir também a despretensiosa versão do Soul Asylum (aquela de “Runaway Train“).

01-) Marvin Gaye – “Let’s Get it On” (1973)

Olha, eu juro que tentei fazer diferente, mas não tem pra ninguém! É Mr. Gaye na cabeça, de novo! Ouro para a canção que praticamente significa sexo. Mesmo absolutamente banalizada por anos e anos de utilização em todo e qualquer momento que minimamente sugira uma pegação, “Let’s Get it On” é o hino dos amantes, dos cabelos bagunçados, da respiração ofegante, das pernas entrelaçadas, corpos suados, bocas enlouquecidas e suspiros satisfeitos depois do grand finale.


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######### PLAYLIST COMPLETA DAS 10 MÚSICAS PARA OUVIR DURANTE O SEXO – É só dar o play e correr pro abraço!

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***BONUS TRACK – Marvin Gaye – “Keep Gettin’ it On” (1973)

Meu, o cara gostava tanto da coisa que, no disco que trazia o histórico hit acima (batizado com o mesmo nome da faixa, Let’s Get it On, 1973), ele ainda mandou uma espécie de suíte da canção, sugestivamente sugerindo “Keep getting it on“. Uma boa trilha para aquele momento em que se começa a considerar um segundo round. Vai com fé, meu amigo/minha amiga! 😉 And keep getting it on!

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