Originais & Originados – Los Kjarkas (1981) x Kaoma (1989) x Jennifer Lopez (2011) – “Llorando Se Fue”/ “Lambada [Chorando Se Foi]”/ “On The Floor”

Jennifer Lopez em cena do clipe de "On the Floor": eis aí a história de um hit latino que passou do castelhano boliviano para o português brasileiro e daí para o inglês das paradas de sucesso pop

Jennifer Lopez em cena do clipe de “On the Floor”: eis aí a história de um hit latino que passou do castelhano boliviano para o português brasileiro e daí para o inglês das paradas de sucesso pop

Eis aí a história de um hit latino que passou do castelhano boliviano para o português brasileiro e daí para o inglês das paradas de sucesso pop. A canção “Llorando Se Fue” (1981), dos bolivianos do Los Kjarkas, transformada em “Lambada”/”Chorando Se Foi” (1989) pela banda brasileira Kaoma, acabou como inspiração para Jennifer Lopez (feat. Pitbull) em sua “On The Floor” (2011).

ORIGINAL – LOS KJARKAS – LLORANDO SE FUE (1981)

ORIGINADA – KAOMA – LAMBADA/CHORANDO SE FOI (1989)

ORIGINADA – JENNIFER LOPEZ (FEAT. PITBULL) – ON THE FLOOR (2011)

Lista – 10 músicas para ouvir durante o sexo

10 músicas para ouvir durante o sexo

Antes de mais nada, deixa eu dizer que essa lista foi praticamente encomendada pelo pessoal do popularíssimo blog Somente Coisas Legais, que estava bastante a fim de divulgar uma seleção desse naipe. Some-se a isso o fato de que rankings de quase qualquer espécie parecem atrair muita atenção na internet e de que sexo é um chamariz universal e temos aí mais um post gloriosamente destinado ao sucesso – e extremamente carregado de hormônios.

Bem, para aqueles que querem se aprimorar na lida, novos truques são sempre bem-vindos. E uma playlist cuidadosamente escolhida pode, comprovadamente, ajudar a esquentar as coisas e criar um clima bacana  para aqueles momentos íntimos, por assim dizer.

Apresento-lhes, então, dez músicas para se ouvir durante o sexo (sempre torcendo, no entanto, para que a brincadeira dure ainda mais que isso). Ao final do post você também encontra a playlist já montada na sequência para o seu maior conforto!

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10-) Portishead – “Glory Box” (1994)

A canção que, de certa forma, resume o trip-hop do Portishead é muito provavelmente uma das músicas mais sexy de todos os tempos. Abrindo o “show” com essa você já larga com vantagem.

09-) The Beatles – “I Want You (She’s So Heavy)” (1969)

Já provei antes que os Beatles fizeram, sim, músicas bastante sensuais. E essa é uma das mais poderosas entre elas. Praticamente uma carta de intenções em forma de som.

08-) Lou Reed – “Walk on the Wild Side” (1972)

Quem poderia imaginar que o errático e eterno “poeta junkie” Lou Reed seria uma boa escolha (principalmente enquanto ainda estamos nas preliminares)? Eu não acreditava na eficiência do cara até comprovar.

07-) Chris Isaak – “Wicked Game” (1989)

Ok, essa é clichê até não poder mais, além de te fazer correr o risco de simplesmente ter que parar tudo pra pensar “Afinal, por que diabos ele resolveu mandar essa modulação vocal bizarra no refrão? O que ele estava pensando?“. Mas, vale o risco, afinal, o único sucesso digno de menção da carreira do Chris Isaak é um clássico absoluto da sacanagem.

06-) The Zombies – “Time of the Season” (1968)

Apesar de seu nome mórbido, a banda deve ter embalado vários amassos com este hit da década de 1960. “It’s the time of the season for loving!“.

05-) Divinyls – “I Touch Myself” (1991)

Segunda one hit wonder da lista, as Divinyls botaram o mundo pra cantar versos safados como “I love myself / I want you to love / When I feel down / I want you above me“. Ao ouvi-la, no entanto, cuidado pra não levar muito a sério a mensagem principal da canção e deixar ninguém “na mão”.

04-) Luther Vandross – “Never Too Much” (1981) 

Com base no que já rolou até aqui, essa pedrada soul oitentista é até bastante inocente e romântica. Mas o balanço de Luther Vandross é certeiro pra manter o fogo aceso.

03-) George McCrae – “I Get Lifted” (1974) 

Esse “funkeiro” da Flórida conseguiu criar uma das canções mais sexy dos anos 1970. Preste atenção no rebolado do baixo, se conseguir. “Girl, I can tell ya’, you turn me on“, declama nosso terceiro lugar. Pois é…

02-) Marvin Gaye – “Sexual Healing” (1982)

Tava demorando, né? Mas, enfim, ele apareceu. Medalha de prata para a escancarada celebração das, hummm, “propriedades terapêuticas” do lovemanking criada pelo absoluto e inconfundível Marvin Gaye. Ah, depois não deixe de conferir também a despretensiosa versão do Soul Asylum (aquela de “Runaway Train“).

01-) Marvin Gaye – “Let’s Get it On” (1973)

Olha, eu juro que tentei fazer diferente, mas não tem pra ninguém! É Mr. Gaye na cabeça, de novo! Ouro para a canção que praticamente significa sexo. Mesmo absolutamente banalizada por anos e anos de utilização em todo e qualquer momento que minimamente sugira uma pegação, “Let’s Get it On” é o hino dos amantes, dos cabelos bagunçados, da respiração ofegante, das pernas entrelaçadas, corpos suados, bocas enlouquecidas e suspiros satisfeitos depois do grand finale.


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######### PLAYLIST COMPLETA DAS 10 MÚSICAS PARA OUVIR DURANTE O SEXO – É só dar o play e correr pro abraço!

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***BONUS TRACK – Marvin Gaye – “Keep Gettin’ it On” (1973)

Meu, o cara gostava tanto da coisa que, no disco que trazia o histórico hit acima (batizado com o mesmo nome da faixa, Let’s Get it On, 1973), ele ainda mandou uma espécie de suíte da canção, sugestivamente sugerindo “Keep getting it on“. Uma boa trilha para aquele momento em que se começa a considerar um segundo round. Vai com fé, meu amigo/minha amiga! 😉 And keep getting it on!

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Da estante – Bleach (1989), Nirvana

Bleach (1989): debute da banda que viria a ser a representante maior do grunge e uma das grandes responsáveis pela popularização do rock alternativo ao redor do globo

Bleach (1989): debute da banda que viria a ser a representante maior do grunge e uma das grandes responsáveis pela popularização do rock alternativo ao redor do globo

Ouvir uma banda que mudaria a história do rock dando seus primeiros passos é realmente uma experiência única. Até hoje, Bleach (1989), debute fonográfico do Nirvana, é um dos meus discos preferidos – não só da banda, mas de toda a história do rock alternativo. Gravado em Seattle ao longo de apenas alguns dias entre dezembro de 1988 e janeiro de 1989, o disco custou cerca de US$ 600,00 para ser registrado – grana emprestada pelo guitarrista Jason Everman, que em troca foi creditado no álbum, embora não tenha tocado nada. A produção ficou a cargo de Jack Endino, lendário e veterano nome da cena de Seattle.

Retrato do nascimento de uma lenda, Bleach mostra o Nirvana em sua primeira formação, com Kurt Cobain (guitarra e voz), Krist Novoselic (baixo) e Chad Channing (bateria – Dave Grohl entraria apenas na época de Nevermind [1991]). A atmosfera é crua, áspera e muito mais ancorada no heavy metal do que no soft punk polido de Nervermind. Registrado em uma moldura fria e algo tosca, o disco parece ser o retrato do que deveria mesmo ser o Nirvana, não fosse a explosão pop que a banda viria a protagonizar. A lírica pessimista, beatnic e, de certa forma, nonsense de Cobain mostram aqui as suas raízes, bem como o vocal desolado e rasgado.

No tracklist, um punhado de sons de respeito, entre eles “About a Girl” (posteriormente eternizado no MTV Unplugged in New York, 1994), o cover pesado de “Love Buzz” (da banda holandesa Shocking Blue) e pancadas como “Negative Creep”, além de construções inusitadas como “Sifting” e “Big Cheese”. Pra quem colocou o Nevermind no topo da lista de discos mais originais de todos os tempos, é audição obrigatória. Quem sabe não sobe um degrau na sua compilação de favoritos?