Originais & Originados – Aphex Twin (1992) x Die Antwoord (2014) – “Ageispolis” / “Ugly Boy”

Com "Ugly Boy", do disco Donker Mag (2014), o duo sul-africano calculadamente freaky Die Antwoord ressuscitou a paulada de ambient techno do mago Aphex Twin "Ageispolis" (Selected Ambient Works 85-92; 1992).

Com “Ugly Boy”, do disco Donker Mag (2014), o duo sul-africano calculadamente freaky Die Antwoord ressuscitou a paulada de ambient techno do mago Aphex Twin “Ageispolis” (Selected Ambient Works 85-92; 1992).

Com “Ugly Boy”, do disco Donker Mag (2014), o duo sul-africano calculadamente freaky Die Antwoord ressuscitou a paulada de ambient techno do mago Aphex Twin “Ageispolis” (Selected Ambient Works 85-92; 1992). As rimas de Ninja e Yo-Landi ViSSer temperam a cama eletrônica arrumada há quase 20 anos pelo inglês Richard D. James. E Não posso dizer que a combinação não funcionou. Será que as demais criações de Aphex Twin poderiam se beneficiar desse update?

ORIGINAL – APHEX TWIN – AGEISPOLIS (1992)

 

ORIGINADA – DIE ANTWOORD – UGLY BOY (2014)

Novidadeiro – Future Islands

Future Islands: descobri por acaso o electro-pop com um tempero retrô da banda que tem no crooner Samuel T. Herring um de seus grandes destaques em meio a composições ligeiramente dançantes, definitivamente inteligentes e carregadas de sintetizadores.

Future Islands: descobri por acaso o electro-pop com um tempero retrô da banda que tem no crooner Samuel T. Herring um de seus grandes destaques em meio a composições ligeiramente dançantes, definitivamente inteligentes e carregadas de sintetizadores.

Não tenho uma história bacana sobre como descobri a Future Islands pra contar. Estava ouvindo algo no Rdio enquanto fazia outra coisa e, quando o disco que estava tocando acabou, o Auto-Play (que escolhe músicas aleatórias com base naquilo que você estava escutando antes) começou a tocar a faixa “Spirit”, que imediatamente chamou a minha atenção. Na mesma hora fui fuçar e, motivado pelo exótico comentário feito por um dos usuários do Rdio sobre o disco – “best Rod Stewart album since Tonight I’m Yours” -, acabei ouvindo Singles (2014), o álbum que trazia a tal música, de cabo a rabo com rara empolgação. Até agora sei muito pouco sobre o quinteto formado em 2006 na Carolina do Norte (EUA), mas percebe-se facilmente que a praia deles é o electro-pop com um tempero retrô. Também é evidente que a pegada crooner do vocalista Samuel T. Herring é um dos grandes destaques nas composições ligeiramente dançantes, definitivamente inteligentes e carregadas de sintetizadores da banda.

Já carregando na bagagem uma discografia de quatro álbuns (incluindo o mais recente), eles aparentemente só botaram a cara no sol de uma vez por todas depois que o vídeo de uma apresentação no programa do agora aposentado Letterman acabou viralizando (apesar da óbvia qualidade da banda, não consigo entender por que é que as pessoas ficaram tão surpresas na ocasião – talvez pela enérgica presença de palco de Herring, algo que anda mesmo em falta). E, se depender da consistência demonstrada no trabalho mais recente, eles têm tudo pra ocupar um dos muitos espaços vagos no panteão do pop alternativo contemporâneo.

Separei pra vocês uma participação da banda em um dos programas da ótima rádio KEXP, de Seattle. Performance recomendadíssima, assim como o disco Singles. Enjoy!