Novidadeiro – Grimes

Grimes: indie eletrônico com a cara da música de hoje

Grimes: indie eletrônico com a cara da música de hoje

Eu tinha outra pauta pra hoje, mas o musicólogo me encheu tanto o saco com essa garota que tive que mudar meus planos. Bem, a mocinha aí da foto é a canadense Claire Boucher, mais conhecida como Grimes. Com apenas 23 anos de idade ela é mais nova sensação do universo indie/eletrônico lá fora, e aos poucos começa a conquistar o gosto dos novidadeiros brasileiros.

Na ativa desde pelos menos 2011 ela acaba de lançar seu quarto álbum, Visions (2012; 4AD), em que amadurece o estilo desenvolvido nos trabalhos anteriores: um dream pop carregado de sintetizadores e efeitos vocais, emoldurado por batidas eletrônicas fortes – e muitas vezes extremamente dançantes – a “cara” da música pop de hoje.

Talvez o mais surpreendente, dada a qualidade do som, seja descobrir que a moça faz tudo sozinha – ao menos ao vivo, ocasiões em que pilota uma aparelhagem cheia de traquitanas eletrônicas e um microfone para canalizar sua voz lírica e meio alienígena.

Ah, o musicólogo mandou avisar que “desde o Broadcast” ele não se surpreende tanto com um som. Descubra o motivo a seguir.

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Novidadeiro – Regina

Regina: trio de indie pop finlandês é a trilha sonora perfeita pra sonhar acordado

Como a bela imagem aí de cima demorou uma década pra carregar, vou ser econômico nas palavras. Regina é um trio de indie/dream pop finlandês que descobri esses dias, quando baixei o último disco deles, Soita Mulle, de 2011. Embora eu não entenda nada de finlandês, isso não me impediu de apreciar o som deles, que se parece bastante com um Cocteau Twins mais acelerado.

A voz onírica da vocalista Iisa Pykäri é o grande destaque aqui, e uma das principais razões de a língua não ser uma barreira pra curtir as nove faixas viajantes de Soita Mulle, que é o quinto álbum do Regina (o primeiro, Amorosa, é de 2002). Mas chega de papo. Ouça e relaxe…

Novidadeiro – Cemeteries

Kyle J. Reigle é o Cemeteries

Kyle J. Reigle é o Cemeteries

A coisa mais deliciosa para um novidadeiro é encontrar uma (boa) banda de quem ninguém ainda ouviu falar (mas de quem provavelmente irão falar muito nos próximos meses). Essa banda ser formada (apenas) por um introvertido jovem de 21 anos de Buffalo, NY, só deixa tudo ainda mais divertido. Kyle J. Reigle, o rapaz que acabo de descrever, é todo o line-up do Cemeteries, e faz um som delicadamente lúgubre, um indie rock que flerta com o folk, o dream pop e o shoegaze.

O primeiro álbum da “monobanda”, Speaking Horrors (2010), já entrega que estamos diante de um diamante bruto, um geniozinho que deve acabar virando uma espécie de Phil Spector moderno. Além de compor e executar as 10 faixas do disco, Kyle também foi o responsável pela produção e mixagem. E que mixagem! Além de lidar com espaços enormes que em alguns momentos são preenchidos por uma densa “cortina sonora” onírica e em outros são deixados elegantemente vazios, Kyle multiplica suas linhas de vocal com overdubs para compor um tipo de coro que parece saltar de um conto de fadas pós-baseado.

Ainda é quase impossível encontrar qualquer informação sobre o Cemeteries ou sobre Kyle J. Reigle por aí (ainda mais em português). Mas se você lê francês ou sabe usar o tradutor do Google, aqui tem uma entrevista com ele.

Abaixo, o BandCamp da banda, com o disco todo, liberado pra escutar! Enjoy! Minha favorita é a faixa 9, “Run!“.