Novidadeiro – Other Lives

Other Lives: hippie chic e folk atmosférico

Other Lives: hippie chic e folk atmosférico

O que falar dessa invasão de bandas neo hippie? Já não basta o Edward Sharpe and The Magnetic Zeros e a hipercompartilhada “Home“. Agora me surgem esses tipos aí de cima (até que bem cortados, no click em questão).  Mas não se engane pela foto arrumadinha: a Other Lives podia muito bem ser uma banda da fase mais psicodélica dos anos 1970. Norte-americanos, eles começaram em 2004, como uma banda instrumental chamada Kunek, e eventualmente, colocaram vocais na parada – do bandleader e violonista/tecladista Jesse Tabish (diz aí se não é nome Flower Power?).

O primeiro disco – homônimo – saiu em 2009, mas foi só com Tamer Animals (2011) que ganharam atenção dos novidadeiros de plantão. O som dos caras é meio folk mas com uma pegada bastante atmosférica, que faz muitas das canções parecerem feitas sob encomenda para a trilha sonora de algum filme ambientado em campos ou montanhas norte-americanas. E pra se ter uma ideia de como eles estão com bala na agulha, ouvi dizer que o Radiohead chamou os caras pra abrir os shows da última turnê. Precisa de mais motivos pra ouvir, nem que seja pra torcer o nariz?




Da estante: Magic Time (2005), Van Morrison

Capa do disco Magic Time (2005) de Van Morrison

Magic Time: tempo de se apaixonar pelo monstro Van Morrison

Eu poderia escrever páginas e páginas sobre Van Morrison. O irlandês que desde os anos 1960 encanta o mundo como o flautista de Hamelin com sua voz potente, limpa e de timbres pouco comuns tem uma discografia repleta de pedras preciosas (e aqui é preciso citar a “dupla”  imbatível Astral Weeks, 1968, e Moondance, 1970), mas foi um disco do improvável ano de 2005 que me fisgou e abriu as portas para o mundo maravilhoso desse blue-eyed soul singer.

Magic Time tem um pouquinho de cada coisa que Morrison já fez (soul, blues, jazz, folk), com um tempero celta que adoça os ouvidos na maior parte do tempo. E talvez o que mais impressione seja o fato que, então com 60 anos, o cantor se manteve virtualmente à margem de qualquer influência mais recente ao mesmo tempo em que conseguiu soar absolutamente atual (ouça o disco em 2012 e você terá a mesma sensação), além de se manter apto a disparar vocalizações que deixariam muitos moleques de 20 anos sem fôlego!

Não pra recomendar esse disco o suficiente. Só escutando mesmo. Comece pela seleção que trago aqui embaixo. Destaque para a inteligência e musicalidade dramática de “Just Like Greta“, que pega emprestada a história da atriz sueca Greta Garbo – dona da famosa frase “I want to be alone” – para colorir um pouco mais a própria fama de “diva” reclusa de Morrison.



Vídeo da semana – Bob Dylan: 70 anos em 70 fotos

Bob Dylan: Happy 70th Birthday, Mr. Tambourine Man!

Bob Dylan: Happy 70th Birthday, Mr. Tambourine Man!

Hoje, 24/05, é o septuagésimo aniversário do Bob Dylan. Pra homenagear, escolhi como vídeo da semana a colagem especial feita pelo senhor Pedro Lutz, fanático pelo Mr. Tambourine Man que mantém o completíssimo blog Dylanesco (adivinhe sobre o quê). São 70 anos do Dylan ilustrados com 70 fotos da vida do bardo da contracultura (a contra-gosto), ao som de “Workingman’s Blues”, do disco Modern Times, versão ao vivo gravada em 15/06/2010 em Padova, na Itália.

Enjoy!