Time capsule – Smokey Robinson, “Cruisin'” (1979)

Smokey Robinson: apesar de ter feito considerável sucesso tanto com seu primeiro grupo, a banda The Miracles, quanto em sua carreira solo, além do belo trabalho "por trás dos holofotes" na condição de produtor e eventual vice-presidente da lendária gravadora Motown, o compositor e cantor norte-americano ainda hoje é mais conhecido por seu grande hit soul-romântico "Cruisin'" (1979)Smokey Robinson: apesar de ter feito considerável sucesso tanto com seu primeiro grupo, a banda The Miracles, quanto em sua carreira solo, além do belo trabalho "por trás dos holofotes" na condição de produtor e eventual vice-presidente da lendária gravadora Motown, o compositor e cantor norte-americano ainda hoje é mais conhecido por seu grande hit soul-romântico "Cruisin'" (1979)

Smokey Robinson: apesar de ter feito considerável sucesso tanto com seu primeiro grupo, a banda The Miracles, quanto em sua carreira solo, além do belo trabalho “por trás dos holofotes” na condição de produtor e eventual vice-presidente da lendária gravadora Motown, o compositor e cantor norte-americano ainda hoje é mais conhecido por seu grande hit soul-romântico “Cruisin'” (1979)

Apesar de ter feito considerável sucesso tanto com seu primeiro grupo, a banda de soul e R&B The Miracles, quanto em sua carreira solo, além do belo trabalho “por trás dos holofotes” na condição de produtor e eventual vice-presidente da lendária gravadora Motown, o compositor e cantor norte-americano Smokey Robinson ainda hoje é mais conhecido por seu grande hit soul-romântico “Cruisin’” (1979). Presente no disco Where There’s Smoke…, a canção foi regravada um número considerável de vezes, incluindo versões utilizadas em filmes hollywoodianos (qualquer hora entra no Originais & Originados deste blog), e até hoje é uma das mais imediatas referências quando se fala no artista. Antes de qualquer coisa, no entanto, a música é uma baita canção pop que merece ser relembrada hoje e sempre. Enjoy!

Smokey Robinson – Cruisin’ (1979)

Baby, let’s cruise away from here
Don’t be confused, the way is clear
And if you want it you got it forever
This is not a one night stand, babe, yeah
So let the music take your mind, whoa
Just release and you will find

Your gonna fly away, glad your going my way
I love it when we’re cruisin’ together
The music is playing for love
Cruisin’ is made for love
I love it when we’re cruisin’ together

Babe, tonight belongs to us
Everything’s right, do what you must
And inch by inch we get closer and closer
To every little part of each other
Ooh, babe, yes
Let the music take your mind, babe
Just release and you would find

Your gonna fly away, glad you’re going way
I love it when we’re cruisin’ together
Music is playin’ for love
Cruisin’ is made for love
I love it when we’re cruisin’ together

(Cruise with me, babe)

(Cruise with me, babe)

Cruuuuuuuuuise

Oh, oh, babe, yeah
Oooooh, babe
Oooooh, ooooooh
Aaaah, Babe
So good to cruise with you, babe
So good to cruise with you
Ooooooh, yeah
You need me, babe
Aaaaah, babe loves crusin’
Let’s flow, let’s glide
Ooooh let’s open up, and go inside
And if you want it you got it forever
I can just stay there inside you
And love you, babe, oh
Let the music take your mind
Just release and you would find

Your gonna fly, yeah, glad you’re going way
I love it when we’re cruisin’ together
The music is for love, cruisin’ is made for love
I love it when we’re cruisin’ together
Oh, babe
We gonna fly away
Ohhh, yeah
Plan to go my way
I love it when we’re cruisin’ together
The music is for love, cruisin’ is made for love
I love it, I love it, I love it, I love it

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Originais & Originados – Roberta Flack (1973) x Fugees (1996) – “Killing Me Softly With His Song”

Roberta Flack: seu clássico de 1973 voltou repaginado pelo Fugees duas décadas depois

Roberta Flack: seu clássico de 1973 voltou repaginado pelo Fugees duas décadas depois

Se liga no facelift pelo qual esse clássico do R&B/soul dos anos 1970 passou pouco mais de duas décadas depois de seu lançamento. “Killing Me Softly With His Song“, canção que Roberta Flack levou ao topo das paradas em 1973, voltou modernizada aos rankings do sucesso em forma de rap/neo soul pelas mãos de Lauryn Hill e os Fugees (que ainda contava com Pras e Wyclef Jean em sua formação) em 1996, encarnada em faixa do aclamado álbum The Score.

Apesar das mudanças, dá pra sentir claramente as raízes do som original na releitura dos Fugess, o que nos permite encarar a versão como uma verdadeira declaração de influências do trio. Aperte o PLAY e flutue por mais essa justaposição de clássicos!

ORIGINAL – ROBERTA FLACK – KILLING ME SOFTLY WITH HIS SONG (1973)

ORIGINADA – FUGEES – KILLING ME SOFTLY WITH HIS SONG (1996) 

Novidadeiro – Solange (Knowles)

Solange, a irmã caçula da Beyoncé: seja bem-vinda, definitivamente, à família do sucesso. Só espero que ela não mude esse seu espírito aventureiro

Solange, a irmã caçula da Beyoncé: seja bem-vinda, definitivamente, à família do sucesso. Só espero que ela não mude esse seu espírito aventureiro

Todos os olhos da música pop andam voltados para uma moça que parece ter o sucesso nos genes. Solange (Knowles) é a irmã caçula da diva pop Beyoncé – talvez para não ser acusada de pegar carona na fama da “tata” ela não use o sobrenome da família responsável pelo fenômeno Destiny’s Child. Apesar de ter feito sucesso considerável com seus primeiros discos (Solo Star, de 2003, e Sol-Angel and the Hadley St. Dreams, 2008), foi com o EP True, lançado em 2012 pelo selo Terrible – mantido por Chris Taylor, do Grizzly Bear – que a moça conquistou o respeito dos alternativos.

Talvez porque o disco – que tem seis faixas e pouco menos de 30 minutos – adicione à mistura de soul sessentista, R&B e pop que a cantora vinha fazendo (competentemente, diga-se) um pouco de new wave e seus elementos mais eletrônicos e experimentais. E é realmente uma experiência e tanto escutá-lo de cabo a rabo – dá pra fazer isso no YouTube, por esse link aqui. Fora que “Lovers in the Parking Lot”, pra mim, já é a música do ano. Escuta aí embaixo e depois me diz se exagerei.

Seja bem-vinda, definitivamente, à família do sucesso, Solange. Espero que ela não mude esse seu espírito aventureiro.

Vídeo da semana – The Noisettes, “Never Forget You (Live at ‘Later… with Jools Holland’)” (2009)

The Noisettes tocam "Never Forget You" no 'Later... with Jools Holland' (2009): power pop com ecos de R&B sessentista

The Noisettes tocam “Never Forget You” no ‘Later… with Jools Holland’ (2009): power pop com ecos de R&B sessentista

Esse é até velhinho, mas topei com ele enquanto zapeava no último final de semana e não resisti. The Noisettes mostram todo o poder de seu power pop com ecos de R&B sessentista em uma apresentação no melhor programa da televisão mundial, “Later… with Jools Holland“, em 2009 (época do lançamento do álbum Wild Young Hearts). A canção é a fortíssima candidata àqueles repeats eternos “Never Forget You“.

Selo Jools Holland de qualidade

É ruim, mas eu gosto – Sisqó, “Thong Song” (1999)

Sisqó, o pai de "Thong Song": nome exótico, visual excêntrico e um hit contagiante com a cara da era "terra de ninguém" da música pop nos anos 2000

Sisqó, o pai de “Thong Song”: nome exótico, visual excêntrico e um hit contagiante com a cara da era “terra de ninguém” da música pop nos anos 2000

Não me pergunte por que, mas dia desses eu pensei no Sisqó… MEU, LEMBRA O SISQÓ? O cantor norte-americano de pop-rap/R&B com nome exótico e visual excêntrico – membro emérito do grupo de R&B Dru Hill – tomou de assalto as paradas internacionais de sucesso em 1999/2000 (na iminência da instauração do panorama “terra de ninguém” que dominou a música comercial na primeira década dos anos 2000) com a infecciosa “Thong Song“. A canção – um dos singles do absolutamente esquecível álbum Unleash the Dragon (1999), estreia solo do artista  – deu as caras já abalando o universo pop com uma pegada dançante e rebolativa, além da letra descarada que versa sobre as curvas e o balanço de uma certa moça que usa calcinha fio-dental (o “thong” da canção). Tudo isso conjugado no mais absoluto clima de “música pra dançar loucamente na pista e, depois de uns dois anos, negar conhecimento até a morte”. Pra sentir melhor o drama: acredite ou não, a música chegou a receber quatro indicações ao Grammy. Ao GRAM-MY, brother!

E se essa história ainda precisa de mais um elemento surreal pra valer a nota, que fique registrado que o maluco do Sisqó (e/ou seus produtores) teve a manha, além de tudo, de samplear o arranjo de cordas da versão gravada em 1967 pelo guitarrista de jazz Wes Montgomery para a canção “Eleanor Rigby”, dos Beatles, e usá-lo como um elegante pano de fundo para uma batida extremamente mal-intencionada e versos do naipe de “Ooh, that dress so scandalous /And you know another nigga couldn’t handle it/See you shaking that thing like who’s the ish/With a look in your eye so devilish/Uh, you like to dance at all the hip-hop spots/And you cruise to the crews like connect-the-dots/Not just urban she likes the pop/Cause she was livin’ la vida loca” (e se você sentiu que a última frase aí é uma clara citação ao hit de Ricky Martin, acertou na mosca).

Bem, “Thong Song”  – e seu clipe oficial (exibido à exaustão pela MTV; veja o vídeo abaixo) -, único sucesso digno de nota do Sisqó, diga-se de passagem, evidentemente é ruim de dar vergonha, até mesmo pela representação da era que ajudaria, informalmente, a inaugurar.  Mas, pelo remelexo desavergonhado, harmonia contagiante e inacreditável capacidade de – até hoje – laçar a galera pelos quadris, o som é bom pra cacete. Vai entender… Mande o PLAY aí embaixo e tente teorizar sobre o assunto você também!

Vídeo da semana – The Temptations, “Live in Concert at Harrah’s Atlantic City” (1983)

The Temptations ao vivo em Atlantic City (1983): infelizmente, não é a formação clássica dos anos 1960/1970, só que é uma das poucas opções para assistir à banda ao vivo, em um show completo

The Temptations ao vivo em Atlantic City (1983): infelizmente, não é a formação clássica dos anos 1960/1970, só que é uma das poucas opções para assistir à banda ao vivo, em um show completo

Topei com essa raridade aí. Infelizmente, não é a formação clássica do The Temptations dos anos 1960/1970, mas sim uma mistura de membros originais e novos (David Ruffin, o vocal solo que marcou época, por exemplo, não está aí), só que é uma das poucas opções para assistir à banda ao vivo, em um show completo. Concerto gravado em 1983 em Atlantic City. R&B e doo-wop da melhor qualidade.

Arqueologia sonora – The Platters

The Platters: o elo perdido entre o doo-wop e o rock n' roll

The Platters: o elo perdido entre o doo-wop e o rock n’ roll

O que dizer de um grupo como The Platters? Eles são o elo perdido entre o doo-wop/R&B e o rock n’ roll. Duvide de qualquer um que não se emocionar ouvindo um dos clássicos deles. E chega de conversa – vamos ouvir e nos arrepiar com o sons atemporais desse conjunto vocal que tem seu lugar garantido no espaço-tempo, seja qual for a época.