Originais & Originados – Ben E. King (1961) x John Lennon (1975) x Sean Kingston (2007) – “Stand by Me”(x2)/”Beatiful Girls”

Ben E. King: obviamente dá pra apostar que ele não imaginava que seu maior hit, "Stand by Me", seria revisitado por John Lennon e transformado por Sean Kingston em uma canção completamente nova e com a cara do terceiro milênio

Ben E. King: obviamente dá pra apostar que ele não imaginava que seu maior hit, “Stand by Me”, seria revisitado por John Lennon e transformado por Sean Kingston em uma canção completamente nova e com a cara do terceiro milênio

É óbvio que, em 1961, quando Ben E. King lançou a canção “Stand by Me” em formato de single para suceder seu primeiro disco solo, o cantor de soul recém-saído do grupo The Drifters sequer imaginava o enorme e inusitado caminho que sua mais famosa criação percorreria pelas décadas seguintes. Composta pelo norte-americano King, junto com os co-autores Jerry Leiber e Mike Stoller, a música fez tanto sucesso na época que acabou reeditada no álbum Ben E. King Sings for Soulful Lovers, de 1962. Pudera: até hoje é difícil explicar a mágica da canção, que, de tão romântica, parece falar de amor enquanto, na verdade, versa sobre a amizade – não por acaso, ela acabou como trilha do aclamado filme adolescente Conta Comigo (Stand by Me, no original; 1986). Isso sem falar na melodia e na levada, ambas simples, porém hipnotizantes, elegantemente decoradas com um arranjo orquestrado que dá um tom sublime ao produto final. E o que dizer da inconfundível linha de baixo que conduz toda a canção e que acabou se tornando uma marca registrada? E da voz  de King, poderosa e ao mesmo tempo doce? Enfim, um clássico absoluto que agradou, agrada e continuará a agradar às mais variadas audiências.

ORIGINAL – BEN E. KING – STAND BY ME (1961)

Ponto.

Abre parágrafo.

Estamos agora em 1975, e o ex-Beatle John Lennon, já vivendo em Nova York desde 1971, decide lançar um disco composto apenas por versões, recheado de músicas que gravitavam relativamente próximas à órbita do rock (passeando descompromissadamente também pelo soul e pelo R&B). Honestamente intitulado Rock ‘n’ Roll, o álbum trazia, entre outras interpretações pitorescas e preciosas (como “Be-Bop-A-Lula” e “Sweet Little Sixteen”), uma releitura bastante visceral de Lennon para a já (à época) clássica “Stand by Me“. Apesar do arranjo bem mais econômico e da performance vocal/emocional  puxada para o agridoce de Lennon, a homenagem do ilustre cidadão de Liverpool (que, ao início da faixa, confessa saber a letra de cor desde seus 15 anos de idade) a King saiu tão boa que até hoje provoca dúvidas em muita gente sobre a verdadeira autoria da canção.

ORIGINADA – JOHN LENNON – STAND BY ME (1975)

Próximo capítulo.

Ao longo das décadas posteriores, “Stand by Me” seguiu ocupando confortável e merecidamente seu posto entre os inúmeros clássicos da música pop a figurar, em tempos mais recentes, naquelas coletâneas do tipo oldies but goodies. Isso até o ano de 2007 (talvez antes mesmo disso, mas sigamos com o exemplo), quando se juntou à incomensurável lista de produtos da indústria cultural abraçados pela dimensão mais, digamos, reinterpretativa, dessa nossa cultura de terceiro milênio. Naquele momento da história, sabe-se lá como, a canção que pintava uma amizade inabalável nos anos 1960 serviu de alicerce para um lamento pra lá de contemporâneo (e extremamente grudento) sobre as tendências suicidas que supostamente se apossam dos garotos “comunzinhos” que conseguem provar a sensação de estar com uma garota bonita até que ela, eventualmente, lhes dá um vigoroso pé na bunda.

A cena escalafobética é cortesia do garoto jamaicano Sean Kingston, que, retrabalhando levemente a base instrumental de “Stand by Me“, deu à luz o hit “Beautiful Girls“, presente em seu debute homônimo Sean Kingston (2007), lançado quando o cantor de rap pop tinha apenas 17 anos. E, pensando especialmente na idade do rapaz, tenha ele sido ajudado por produtores mais experientes ou não, a música resultante do cruzamento entre uma sequência de samplers nascidos 50 anos antes e o talento malaco-prodígio e a letra inteligente do estreante tem mais que só um punhadinho de méritos. Na época em que ganhou as ruas (e até por um bom tempo depois disso), “Beautiful Girls” foi um estandarte pop virtualmente onipresente em rádios comerciais e nas infames coletâneas “queimadas” de qualquer jeito em CD-R e reproduzidas (geralmente) em altíssimo volume por sistemas de som automotivos exageradamente dimensionados – coisa que não se alcança somente com jabá ou com a insistência dos departamentos comerciais das FMs.

É claro que hoje chega a ser vergonhoso (para quem se importa com a vida útil dos singles comerciais, seja lá o que for isso) escutar publicamente o sucesso de Kingston (que, por sinal, nunca mais emplacou nada digno de nota), mas isso não minimiza, de maneira alguma, o poder pop da canção que, intencionalmente ou não, trotou alegremente por uma trilha em que já pisara John Lennon e o próprio “pai da criança”, Ben E. King. A vida é mesmo uma loucura.

ORIGINADA – SEAN KINGSTON – BEAUTIFUL GIRLS (2007) – Sampleou a canção original

Fim.

Postscript.

Em 2008, um ano depois de Sean Kingston, a “Stand by Me” original ganhou outra homenagem, muito mais literal, mas igualmente adaptada aos tempos atuais. Em uma iniciativa organizada pelo movimento Playing for Change – criado para “inspirar, conectar, e trazer paz ao mundo através da música” -, primeiro projeto do grupo, aliás, a canção ganhou a forma de uma versão constituída pela combinação de trechos da música executados por diversos músicos de vários lugares do mundo (de profissionais a artistas de rua), munidos de inúmeros instrumentos. O resultado, além de extremamente competente do ponto de vista musical, é pra lá de emocionante. Dá uma conferida aí embaixo.

BÔNUS TRACK – PLAYING FOR CHANGE – STAND BY ME (2008) – Projeto colaborativo com músicos do mundo todo

Até a próxima!

Time capsule – Smokey Robinson, “Cruisin'” (1979)

Smokey Robinson: apesar de ter feito considerável sucesso tanto com seu primeiro grupo, a banda The Miracles, quanto em sua carreira solo, além do belo trabalho "por trás dos holofotes" na condição de produtor e eventual vice-presidente da lendária gravadora Motown, o compositor e cantor norte-americano ainda hoje é mais conhecido por seu grande hit soul-romântico "Cruisin'" (1979)Smokey Robinson: apesar de ter feito considerável sucesso tanto com seu primeiro grupo, a banda The Miracles, quanto em sua carreira solo, além do belo trabalho "por trás dos holofotes" na condição de produtor e eventual vice-presidente da lendária gravadora Motown, o compositor e cantor norte-americano ainda hoje é mais conhecido por seu grande hit soul-romântico "Cruisin'" (1979)

Smokey Robinson: apesar de ter feito considerável sucesso tanto com seu primeiro grupo, a banda The Miracles, quanto em sua carreira solo, além do belo trabalho “por trás dos holofotes” na condição de produtor e eventual vice-presidente da lendária gravadora Motown, o compositor e cantor norte-americano ainda hoje é mais conhecido por seu grande hit soul-romântico “Cruisin'” (1979)

Apesar de ter feito considerável sucesso tanto com seu primeiro grupo, a banda de soul e R&B The Miracles, quanto em sua carreira solo, além do belo trabalho “por trás dos holofotes” na condição de produtor e eventual vice-presidente da lendária gravadora Motown, o compositor e cantor norte-americano Smokey Robinson ainda hoje é mais conhecido por seu grande hit soul-romântico “Cruisin’” (1979). Presente no disco Where There’s Smoke…, a canção foi regravada um número considerável de vezes, incluindo versões utilizadas em filmes hollywoodianos (qualquer hora entra no Originais & Originados deste blog), e até hoje é uma das mais imediatas referências quando se fala no artista. Antes de qualquer coisa, no entanto, a música é uma baita canção pop que merece ser relembrada hoje e sempre. Enjoy!

Smokey Robinson – Cruisin’ (1979)

Baby, let’s cruise away from here
Don’t be confused, the way is clear
And if you want it you got it forever
This is not a one night stand, babe, yeah
So let the music take your mind, whoa
Just release and you will find

Your gonna fly away, glad your going my way
I love it when we’re cruisin’ together
The music is playing for love
Cruisin’ is made for love
I love it when we’re cruisin’ together

Babe, tonight belongs to us
Everything’s right, do what you must
And inch by inch we get closer and closer
To every little part of each other
Ooh, babe, yes
Let the music take your mind, babe
Just release and you would find

Your gonna fly away, glad you’re going way
I love it when we’re cruisin’ together
Music is playin’ for love
Cruisin’ is made for love
I love it when we’re cruisin’ together

(Cruise with me, babe)

(Cruise with me, babe)

Cruuuuuuuuuise

Oh, oh, babe, yeah
Oooooh, babe
Oooooh, ooooooh
Aaaah, Babe
So good to cruise with you, babe
So good to cruise with you
Ooooooh, yeah
You need me, babe
Aaaaah, babe loves crusin’
Let’s flow, let’s glide
Ooooh let’s open up, and go inside
And if you want it you got it forever
I can just stay there inside you
And love you, babe, oh
Let the music take your mind
Just release and you would find

Your gonna fly, yeah, glad you’re going way
I love it when we’re cruisin’ together
The music is for love, cruisin’ is made for love
I love it when we’re cruisin’ together
Oh, babe
We gonna fly away
Ohhh, yeah
Plan to go my way
I love it when we’re cruisin’ together
The music is for love, cruisin’ is made for love
I love it, I love it, I love it, I love it

Time capsule – Al Green – “Let’s Stay Together” (1972)

Al Green: "Let's Stay Together" (1972) foi a primeira canção do cantor a atingir o topo das paradas - ficando ali por nove semanas consecutivas

Al Green: “Let’s Stay Together” (1972) foi a primeira canção do cantor a atingir o topo das paradas – ficando ali por nove semanas consecutivas

Let’s Stay Together“, faixa de abertura do homônimo quarto álbum de estúdio de Al Green (Let’s Stay Together, 1972), foi a primeira canção do cantor a atingir o topo das paradas – ficando ali por nove semanas consecutivas. Apesar de ter aparecido relativamente tarde em sua discografia, até hoje a música é meio que um resumo/lembrete da contribuição desse grande representante do soul dos anos 1970 para a história da música. E um lembrete/resumo dos mais românticos…

Al Green – Let’s Stay Together (1972)

I’m, I’m so in love with you
Whatever you want to do
It’s alright with me
‘Cause you make me feel so brand new
And I want to spend my life with you
Ain’t the same since, baby, since we’ve been together
Ooh, loving you forever
Is what I need
Let me be the one you come running to
I’ll never be untrue

Ooh, baby, let’s, let’s stay together

Loving you wheather, wheather times are good or bad, and I’m happy or sad
Wheather times are good or bad, and I’m happy or sad

Why somebody, why people want break up?

Oh, turn around and make up
I just can’t see
You’d never do that to me (Would you, baby?)
So being around you is all I see
Is what I want us to
Let’s, we ought to stay together
Loving you wheather, wheather times are good or bad, and I’m happy or sad

Let’s, let’s stay together

Loving you wheather, wheather times are good or bad, happy or sad

Originais & Originados – Roberta Flack (1973) x Fugees (1996) – “Killing Me Softly With His Song”

Roberta Flack: seu clássico de 1973 voltou repaginado pelo Fugees duas décadas depois

Roberta Flack: seu clássico de 1973 voltou repaginado pelo Fugees duas décadas depois

Se liga no facelift pelo qual esse clássico do R&B/soul dos anos 1970 passou pouco mais de duas décadas depois de seu lançamento. “Killing Me Softly With His Song“, canção que Roberta Flack levou ao topo das paradas em 1973, voltou modernizada aos rankings do sucesso em forma de rap/neo soul pelas mãos de Lauryn Hill e os Fugees (que ainda contava com Pras e Wyclef Jean em sua formação) em 1996, encarnada em faixa do aclamado álbum The Score.

Apesar das mudanças, dá pra sentir claramente as raízes do som original na releitura dos Fugess, o que nos permite encarar a versão como uma verdadeira declaração de influências do trio. Aperte o PLAY e flutue por mais essa justaposição de clássicos!

ORIGINAL – ROBERTA FLACK – KILLING ME SOFTLY WITH HIS SONG (1973)

ORIGINADA – FUGEES – KILLING ME SOFTLY WITH HIS SONG (1996) 

Novidadeiro – Solange (Knowles)

Solange, a irmã caçula da Beyoncé: seja bem-vinda, definitivamente, à família do sucesso. Só espero que ela não mude esse seu espírito aventureiro

Solange, a irmã caçula da Beyoncé: seja bem-vinda, definitivamente, à família do sucesso. Só espero que ela não mude esse seu espírito aventureiro

Todos os olhos da música pop andam voltados para uma moça que parece ter o sucesso nos genes. Solange (Knowles) é a irmã caçula da diva pop Beyoncé – talvez para não ser acusada de pegar carona na fama da “tata” ela não use o sobrenome da família responsável pelo fenômeno Destiny’s Child. Apesar de ter feito sucesso considerável com seus primeiros discos (Solo Star, de 2003, e Sol-Angel and the Hadley St. Dreams, 2008), foi com o EP True, lançado em 2012 pelo selo Terrible – mantido por Chris Taylor, do Grizzly Bear – que a moça conquistou o respeito dos alternativos.

Talvez porque o disco – que tem seis faixas e pouco menos de 30 minutos – adicione à mistura de soul sessentista, R&B e pop que a cantora vinha fazendo (competentemente, diga-se) um pouco de new wave e seus elementos mais eletrônicos e experimentais. E é realmente uma experiência e tanto escutá-lo de cabo a rabo – dá pra fazer isso no YouTube, por esse link aqui. Fora que “Lovers in the Parking Lot”, pra mim, já é a música do ano. Escuta aí embaixo e depois me diz se exagerei.

Seja bem-vinda, definitivamente, à família do sucesso, Solange. Espero que ela não mude esse seu espírito aventureiro.

Lista – 10 músicas para ouvir durante o sexo

10 músicas para ouvir durante o sexo

Antes de mais nada, deixa eu dizer que essa lista foi praticamente encomendada pelo pessoal do popularíssimo blog Somente Coisas Legais, que estava bastante a fim de divulgar uma seleção desse naipe. Some-se a isso o fato de que rankings de quase qualquer espécie parecem atrair muita atenção na internet e de que sexo é um chamariz universal e temos aí mais um post gloriosamente destinado ao sucesso – e extremamente carregado de hormônios.

Bem, para aqueles que querem se aprimorar na lida, novos truques são sempre bem-vindos. E uma playlist cuidadosamente escolhida pode, comprovadamente, ajudar a esquentar as coisas e criar um clima bacana  para aqueles momentos íntimos, por assim dizer.

Apresento-lhes, então, dez músicas para se ouvir durante o sexo (sempre torcendo, no entanto, para que a brincadeira dure ainda mais que isso). Ao final do post você também encontra a playlist já montada na sequência para o seu maior conforto!

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10-) Portishead – “Glory Box” (1994)

A canção que, de certa forma, resume o trip-hop do Portishead é muito provavelmente uma das músicas mais sexy de todos os tempos. Abrindo o “show” com essa você já larga com vantagem.

09-) The Beatles – “I Want You (She’s So Heavy)” (1969)

Já provei antes que os Beatles fizeram, sim, músicas bastante sensuais. E essa é uma das mais poderosas entre elas. Praticamente uma carta de intenções em forma de som.

08-) Lou Reed – “Walk on the Wild Side” (1972)

Quem poderia imaginar que o errático e eterno “poeta junkie” Lou Reed seria uma boa escolha (principalmente enquanto ainda estamos nas preliminares)? Eu não acreditava na eficiência do cara até comprovar.

07-) Chris Isaak – “Wicked Game” (1989)

Ok, essa é clichê até não poder mais, além de te fazer correr o risco de simplesmente ter que parar tudo pra pensar “Afinal, por que diabos ele resolveu mandar essa modulação vocal bizarra no refrão? O que ele estava pensando?“. Mas, vale o risco, afinal, o único sucesso digno de menção da carreira do Chris Isaak é um clássico absoluto da sacanagem.

06-) The Zombies – “Time of the Season” (1968)

Apesar de seu nome mórbido, a banda deve ter embalado vários amassos com este hit da década de 1960. “It’s the time of the season for loving!“.

05-) Divinyls – “I Touch Myself” (1991)

Segunda one hit wonder da lista, as Divinyls botaram o mundo pra cantar versos safados como “I love myself / I want you to love / When I feel down / I want you above me“. Ao ouvi-la, no entanto, cuidado pra não levar muito a sério a mensagem principal da canção e deixar ninguém “na mão”.

04-) Luther Vandross – “Never Too Much” (1981) 

Com base no que já rolou até aqui, essa pedrada soul oitentista é até bastante inocente e romântica. Mas o balanço de Luther Vandross é certeiro pra manter o fogo aceso.

03-) George McCrae – “I Get Lifted” (1974) 

Esse “funkeiro” da Flórida conseguiu criar uma das canções mais sexy dos anos 1970. Preste atenção no rebolado do baixo, se conseguir. “Girl, I can tell ya’, you turn me on“, declama nosso terceiro lugar. Pois é…

02-) Marvin Gaye – “Sexual Healing” (1982)

Tava demorando, né? Mas, enfim, ele apareceu. Medalha de prata para a escancarada celebração das, hummm, “propriedades terapêuticas” do lovemanking criada pelo absoluto e inconfundível Marvin Gaye. Ah, depois não deixe de conferir também a despretensiosa versão do Soul Asylum (aquela de “Runaway Train“).

01-) Marvin Gaye – “Let’s Get it On” (1973)

Olha, eu juro que tentei fazer diferente, mas não tem pra ninguém! É Mr. Gaye na cabeça, de novo! Ouro para a canção que praticamente significa sexo. Mesmo absolutamente banalizada por anos e anos de utilização em todo e qualquer momento que minimamente sugira uma pegação, “Let’s Get it On” é o hino dos amantes, dos cabelos bagunçados, da respiração ofegante, das pernas entrelaçadas, corpos suados, bocas enlouquecidas e suspiros satisfeitos depois do grand finale.


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######### PLAYLIST COMPLETA DAS 10 MÚSICAS PARA OUVIR DURANTE O SEXO – É só dar o play e correr pro abraço!

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***BONUS TRACK – Marvin Gaye – “Keep Gettin’ it On” (1973)

Meu, o cara gostava tanto da coisa que, no disco que trazia o histórico hit acima (batizado com o mesmo nome da faixa, Let’s Get it On, 1973), ele ainda mandou uma espécie de suíte da canção, sugestivamente sugerindo “Keep getting it on“. Uma boa trilha para aquele momento em que se começa a considerar um segundo round. Vai com fé, meu amigo/minha amiga! 😉 And keep getting it on!

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Originais & Originados – Rick James x Mc Hammer – “Super Freak”/“U Can’t Touch This”

Mc Hammer: numa rotina comum nos anos 1990 o cara pegou um sucesso de 20 anos antes e fez seu próprio hit

Mc Hammer: numa rotina comum nos anos 1990 o cara pegou um sucesso de 10 anos antes e fez seu próprio hit

Hoje em dia é difícil encontrar alguém que não conheça o sacolejante hit “U Can’t Touch This” (1990) do Mc Hammer. Na real, por experiência própria,  é só botar a referida canção no PLAY que todo mundo sai tremelicando magicamente. Pois acho que você – que, com certeza, já tremelicou ao som desse hit – gostaria de saber que o digníssimo Mc precursor das calças saruel pegou essa base poderosa emprestada do compositor/cantor de soul/funk Rick James e seu hit dos anos 1980Super Freak“. E a música pop é isso aí mesmo. Uma reciclagem permanente daquilo que faz a galera balançar. Não importa o tipo de calça que você escolha usar…

ORIGINAL – RICK JAMES – SUPER FREAK (1981)

ORIGINADA – MC HAMMER – U CAN’T TOUCH THIS (1990)