Time capsule – The Coasters – “Bad Blood” (1961)

The Coasters: resgatando  "Bad Blood" (1961), uma raridade do doo-wop

The Coasters: resgatando “Bad Blood” (1961), uma raridade do doo-wop dos anos sessenta

Uma das melhores músicas (e das mais difíceis de se encontrar na web) do quinteto de doo-wop The Coasters. Tive que subir a faixa eu mesmo no YouTube! Sente a pegada de “Bad Blood” (1961).


The Coasters – “Bad Blood” (1961)

Bad blood, bad blood
Well, she’s the kind of
Woman that will kiss you
Kiss you ‘till your lips
Are burned
But then she’s gonna
Kiss somebody else
The minute your back
is turned

The girl’s got bad blood
The girl’s got bad blood

I know her brother and
He’s rotten as he can
be, a-peeky-peeky
Well, I know her mother
And it runs
In the family

Well, she’s the kind of
Woman that will take you
Take the money
out of your hand
She’s the kind of woman
That will
Take your money
And spend it on
Another man

The girl’s got bad blood
The girl’s got bad blood

I know her sister, lord,
She lives across the
Street from me
A-peeky-peeky
Yes, I know her mother
And it runs
In the family

Talkin’ about lyin’
And cheating
She’s the lyin’,
Cheating boys
Talkin’ about me
Mistreating
The girl has a
Troubled past

The girl’s got bad blood
The girl’s got bad blood

I know her cousin and
He’s doing time in
Tennessee, a-peeky-peeky
Well, I know her mother
And it runs
In the family

Bad blood, bad blood
Bad blood, bad blood

Lista – As 5 melhores canções doo-wop de todos os tempos

The Coasters

Tenho escutado muito doo-wop ultimamente. E, sem querer soar clichê ou parecer que tenho 80 anos, realmente não existem mais músicas como estas hoje em dia.

Achei uma pequena definição do gênero, que talvez ajude os incautos:

“Doo-wop era um dos gêneros mais populares de rock & roll e R&B no final dos anos 50. Os artistas de d00-wop eram grupos vocais, em que cada cantor era responsável por uma parte, que se relacionava com a dos outros. Frequentemente, os backing vocals cantavam palavras sem sentido, apenas como ritmo, e o nome do gênero deriva dessa prática. A maioria dos grupos de doo-wop começou como bandas “a capella”, se apresentando sem acompanhamento instrumental. Os singles de doo-wop inspiraram inúmeros adolescentes a formar seus próprios grupos “a capella”, embora a maioria destes nunca tenha gravado nenhum disco. Apesar de sua origem “a capella”, alguns discos de grupos de doo-wop foram feitos com acompanhamento instrumental. O doo-wop sumiu no início dos anos 60, apesar de sua influência ter sido sentida por toda a música pop das décadas seguintes”.
*fonte: AllMusic Guide (em tradução livre)

Como não tenho nada melhor pra fazer, resolvi colocar aqui as 5 melhores canções de doo-wop de todos os tempos! De acordo com os meus próprios critérios, é claro!

O doo-wop SOBREVIVE!

Enjoy!

5.The Skyliners – Since I Don’t Have You


Essa é conhecida de muita gente, por conta de uma versão feita pela banda capitaneada pelo ruivo mais escandaloso que já pisou este planeta. Fora o solo de guitarra matador, no entanto, prefiro a original.

4. The Marcels – Blue Moon

Bom, essa foi gravada até pelo Rei. Já foi tema de novela aqui no Brasil e etc. As onomatopéias da introdução matam qualquer um.

3. The Penguins – Earth Angel

Na minha opinião, uma das mais bonitas. “I’m just a fool, a fool in love with you”. Reparem na coreografia. Contida, porém eficiente.

2. The Coasters – Poison Ivy

Quer uma metáfora melhor pra falar de uma mulher “daquelas” que uma hera venenosa? “She’ll really do you in, if you let her get under your skin”. Teve até uma versão da Rita Lee por aqui, mas nem vale o link. Google se você tem tempo a perder.

1. The Temptations – My Girl

Hul! Acho que nem preciso explicar a razão de esta ser a número 1.

“Hours Concours” – The Platters – Only You

Os mestres do doo-wop. Nem podem entrar num “Top 5”. Não seria justo.

Menção Honrosa – The Contours – Do You Love Me?

Não é exatamente doo-wop, já é quase rock, muito mais selvagem e dançante. Mas é DO BALACOBACO, então, quem se importa? Saca a energia do baixinho. E que voz, hein?

Originalmente publicado por mim no Cotidiano Gonzo.